Seres humanos podem viver de 120 a 150 anos, diz nova pesquisa

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Idosos caminhando na Suíca - Foto: Philippe Leone / Unsplash
Idosos caminhando na Suíca - Foto: Philippe Leone / Unsplash

Imagina viver de 120 a 150 anos? Sim, isso pode acontecer, de acordo com um novo estudo publicado na revista Nature Communications na semana passada – se perigos óbvios como doenças ou estressores não atrapalhem.

Pesquisadores de Singapura estimam que a longevidade do ser humano poderá ser muito maior do que se imagina.

E o que pode fazer uma pessoa chegar tão longe é justamente a qualidade de vida: caminhar, principalmente, e evitar ao máximo o estresse – duas questões pra se ligar no dia a dia, mesmo que você não queira chegar aos 150.

O estudo

Eles avaliaram mudanças nas contagens de células sanguíneas, número diário de passos dados pelas pessoas e dividiram os grupos em idade. Medidas como pressão sanguínea e contagem de células sanguíneas têm uma faixa saudável já conhecida, mas o número de passos é algo totalmente pessoal.

O pesquisador Timothy Pyrkov e colegas de equipe da Gero, empresa de biotecnologia com sede no país asiático, analisaram o ritmo de envelhecimento nos Estados Unidos, Reino Unido e Rússia.

O coautor do estudo, Peter Fedichev, afirma que, embora a maioria dos biólogos considere contagens de células sanguíneas e de passos “muito diferentes”, o fato de ambas “pintarem exatamente o mesmo futuro” sugere que o componente do ritmo de envelhecimento seja válido.

Além disso, os autores apontaram uma curva acentuada entre 35 e 40 anos. Pyrkov observa que, muitas vezes, este é o período que a carreira esportiva de um atleta termina, indicando que realmente existe algo na fisiologia que muda nessa idade.

Ter qualidade de vida

Avaliando os resultados, os pesquisadores enfatizam que qualidade de vida é essencial.

A questão proposta pelo estudo é estender a vida, mas sem aumentar o tempo que humanos passam por um “estado de fragilidade”.

“O foco não deve ser viver mais tempo, mas viver com mais saúde por mais tempo”, disse S. Jay Olshansky, professor de epidemiologia e bioestatística da Universidade de Illinois em Chicago, que não estava envolvido no estudo.

“A conclusão final dos pesquisadores é interessante de ver”, diz Olshansky, mas ele lembra que os “processos biológicos fundamentais de envelhecimento vão continuar.”

Para Fedichev e sua equipe, a pesquisa marca o início de uma longa jornada. “Medir algo é o primeiro passo antes de produzir uma intervenção”, disse.

Segundo ele, os próximos passos serão encontrar maneiras de “interceptar a perda de resiliência”.

Com informações da Nature e ScientificAmerican