Plástico descartável agora é considerado resíduo tóxico no Canadá

O governo canadense oficializou uma lei ambiental primária no país, na qual considera o plástico descartável como um resíduo tóxico.
Isso abre caminho para outras medidas de redução desses resíduos, propostas pelos governantes no ano passado.
Aproximadamente 3,3 milhões de toneladas de plástico são descartadas no Canadá a cada ano e menos de 10% – cerca de 305.000 toneladas – são recicladas.
O restante vai para aterros sanitários, incineração, rios, lagos e oceanos, de acordo com um estudo de 2022 encomendado pela Environment and Climate Change Canada (ECCC).
Movimento contra plásticos descartáveis
A nova lei, aprovada em maio, proíbe o uso de plásticos descartáveis como sacolas, canudos, embalagens de comidas e até talheres.
O governo incluiu esses produtos na Classificação 1 da Lei Canadense de Proteção Ambiental, que lista todas as substâncias tóxicas presentes no país e prevê o gerenciamento de cada uma delas, considerando os potenciais riscos associados a poluição ambiental.
Com a lei, os plásticos descartáveis serão destinados a zonas de despejos diferentes, que tratarão o resíduo como outros itens tóxicos, como pilhas, baterias e insumos hospitalares.
Também haverá uma coleta seletiva mais intensificada, que direcionará resíduos para cooperativas credenciadas.
Eliminação total de plástico no país
Segundo Karen Wirsig, gerente de programa de Defesa Ambiental, esse foi apenas o primeiro passo.
“Precisamos reduzir a quantidade de plástico que é colocado no mercado e, portanto, no meio ambiente. Precisamos encontrar alternativas aos plásticos em muitos casos”, explica.
Ela também falou sobre a intenção do governo de banir por completo o uso de plástico no país até 2030. No entanto, para que isso aconteça, são necessárias algumas mudanças estruturais e culturais no país.
“A reciclagem por si só não vai resolver esse problema. Gostaríamos de ver compromissos adicionais para, por exemplo, recipientes de bebidas recarregáveis ou embalagens reutilizáveis ou … metas de reutilização”, disse Karen. “Esse tipo de coisa vai realmente permitir o tipo de economia circular que queremos ver.”
Com informações de National Observer

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