Bayer doa medicamento de R$ 40 mil para bebê com tumor raro

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Maria Helena receberá o medicamento da Bayer nos primeiros três meses de tratamento - Fotos: arquivo pessoal
Maria Helena receberá o medicamento da Bayer nos primeiros três meses de tratamento - Fotos: arquivo pessoal

A pequena Maria Helena Marcelino Pereiro, de 1 anos e 1 mês, recebeu da farmacêutica Bayer, o medicamento necessário para tratar o fibrossarcoma infantil, um câncer do tecido fibroso raro que causou um tumor gigante no rosto da garotinha – borramos na foto acima para não expor a criança.

A ajuda veio após a mãe da garotinha, Marcela Lima da Silva, de 18 anos, fazer apelo para conseguir comprar o medicamento, que custa R$ 40 mil cada frasco. No caso da Maria Helena, ela precisaria de pelo menos duas doses para se curar da doença.

A história da bebê foi publicada na internet na última sexta-feira (11) e chamou a atenção da empresa, que logo procurou o Centro Pediátrico do Câncer do Hospital Infantil Albert Sabin, em Fortaleza, Ceará. A médica que acompanha Maria Helena se emocionou com a notícia e comemorou com a família da garotinha.

Bayer

Em nota, a farmacêutica Bayer, afirma que irá fornecer o medicamento Larotrectinibe nos três meses iniciais do tratamento de Maria Helena, com início imediato.

“A Bayer segue comprometida com o desenvolvimento de medicamentos inovadores e também com formas de facilitar o acesso a essas novas tecnologias. Por isso, após a publicação da matéria ‘Criança com tumor no rosto precisa de remédio de R$ 40 mil, e mãe pede ajuda’, a Bayer decidiu apoiar a pequena Maria Helena Marcelino Pereiro e sua família, fornecendo o medicamento larotrectinibe para a paciente”, disse a farmacêutica, em nota.

Acompanhamento médico

A família é de Maranguape e, uma vez por semana, vai até Fortaleza para fazer uma sessão de quimioterapia e ter o acompanhamento médico necessário para a Maria Helena.

Marcela conseguiu o traslado gratuito, que é feito em veículo da prefeitura de Maranguape. Já o medicamento, que não era dado pelo SUS, a mãe lutava para arrecadar o valor necessário para as duas doses iniciais.

Ela conta que está bastante ansiosa pela próxima consulta, que acontece nesta quinta-feira (18). A mãe tem esperanças de já ter informações do início do tratamento com a medicação doada.

Diagnóstico

Maria Helena foi diagnosticada com um hemangioma, tumor vascular benigno causado por um crescimento anormal de vasos sanguíneos, que geralmente não causa danos.

“Ela ficou internada e com dois meses fez a cirurgia de retirada hemangioma, no [Hospital Infantil] Albert Sabin”, relata a mãe.

Só que cinco meses após a primeira cirurgia, a criança voltou a apresentar um caroço na face. “Em maio começou a aparecer um carocinho no rosto e foi feita a biópsia, que constatou a doença”, disse Marcela.

A indicação do medicamento veio pelos próprios médicos que acompanham a bebê. Segundo os profissionais e a farmacêutica, o Larotrectinibe é o primeiro tratamento agnóstico aprovado no Brasil, o que significa que o tumor é classificado e tratado de acordo com uma característica molecular específica, não tendo como base apenas o tecido que deu origem ao câncer.

Nota do SNB: devido imagens delicadas, optamos por não compartilhar as fotos da Maria Helena com o tumor. Torcemos, do lado de cá, pela recuperação dela e para darmos a notícia da cura! 

Ajude a Laurinha!

Assim como a Maria Helena, a Laurinha também enfrenta um câncer raro e que já está em estágio avançado. Ela é de Minas Gerais e viaja todo mês com a mãe para São Paulo, onde recebe o tratamento que precisa na UNICAMP.

Como é de origem humilde, ela teve que deixar alguns projetos de lado para ajudar a família a pagar os tratamentos. Hoje a Laurinha faz artesanato e rifas nas redes sociais, mas não tem sido suficiente para cobrir todas as despesas.

Podemos muito ajudar essa garota cheia de sonhos e super talentosa! Por isso, lançamos a vaquinha, para arrecadar um valor suficiente para ela custear todo o tratamento contra o câncer. Contribua no Só Vaquinha Boa!

Marcela e Maria Helena, antes de o tumor crescer na face da bebê - Foto: arquivo pessoal
Marcela e Maria Helena, antes de o tumor crescer na face da bebê – Foto: arquivo pessoal

Com informações de Correio do Povo