Novo medicamento contra HIV com dose única diária chega ao Brasil

Um novo medicamento que combate o HIV com uma dose única diária, acabou de ser repassado aos estados brasileiros e ao Distrito Federal pelo Ministério da Saúde. Ao todo, mais de 5 milhões de doses foram distribuídas.
Antes, o tratamento do HIV envolvia combinações de vários medicamentos, para suprimir o vírus e retardar a progressão da doença. Agora, os pacientes vão poder fazer o uso de apenas um comprimido diário que combina dois medicamentos: os antirretrovirais dolutegravir 50mg e a lamivudina 300mg.
“A combinação dos antirretrovirais Dolutegravir e Lamivudina em um único comprimido diário representa um avanço significativo nos tratamentos disponíveis, simplificando a rotina dos pacientes”, explicou Monica Meira, conselheira federal de Farmácia por Alagoas.
Simplificação do tratamento
A distribuição da combinação de medicamentos é parte de uma ação da pasta para eliminar o HIV e a Aids como problemas de saúde pública no país.
Facilitando o tratamento ao combinar dois medicamentos em uma dose única, Monica disse que o medicamento pode contribuir para melhorar a qualidade de vida das pessoas afetadas pelo HIV.
“Espero que essa iniciativa não apenas simplifique o tratamento, mas também contribua para reduzir as barreiras no acesso aos medicamentos, assegurando que um maior número de pessoas tenha a oportunidade de viver com qualidade e dignidade, independente de sua condição de saúde”, disse.
Monica acredita que o país avança com a decisão.
“Este é um passo significativo rumo a uma saúde mais inclusiva e acessível para todos”, concluiu.
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Quem poderá tomar
Inicialmente, devido a atual disponibilidade do fármaco, a mudança na terapia será de maneira gradual e contínua.
Terão direito, neste momento, os pacientes que obedecem os seguintes critérios:
- Idade igual ou superior a 50 anos;
- Adesão regular;
- Carga viral menor que 50 cópias no último exame;
- Ter iniciado a terapia dupla até 30/11/2023.
Segundo a nota técnica da pasta, os critérios podem passar por uma revisão em seis meses, observando a tendência de crescimento das prescrições e disponibilidade em estoque.
Com informações do Conselho Federal de Farmácia e Ministério da Saúde.

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