1º indígena surdo se forma em universidade federal do MS e comemora

O 1° indígena surdo a se formar na Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS) se chama Wendy Santos Pereira e tem 24 anos.
Ele comemorou muito o sucesso na graduação. Na formatura, o cocar de etnia terena do jovem se destacava em meio às becas dos colegas.
Ele sempre teve o sonho de cursar Audiovisual. Agora, com o diploma de bacharelado nas mãos, Wendy quer ser a mudança que a área precisa. “É muito mais fácil encontrar áudio descrição de um filme do que filmes com o quadro de tradução em libras”, explicou.
Interesse pelo cinema
Ao longo da faculdade, os desafios foram tantos, mas com muita luta ele conseguiu vencer.
Na noite de colação de grau, Wendy dividiu o Ginásio Moreninho com outros 220 formandos.
Formado, Wendy agora quer seguir carreira no audiovisual e fazer a diferença na área.
“Escolhi o audiovisual, porque sempre foi do meu interesse áreas que envolvessem televisão, cinema, fotografia e afins”, contou.
Representatividade no audiovisual
Para o rapaz, é preciso olhar com mais atenção a representatividade no audiovisual, principalmente para a comunidade surda.
“É de suma importância a preocupação com o público surdo no audiovisual e em outros cursos também”.
Wendy cobrou uma maior inserção de pessoas surdas na sociedade, se formando e capacitando para desenvolver atividades.
“Os surdos não devem ser alheios à sociedade, os profissionais devem pensar e se capacitar para que possam desenvolver suas respectivas atividades também com a comunidade surda”, comentou.
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Colação emocionante
Na colação, fez jus à fala da diretora da Faculdade de Ciências Humanas da UFMS, Vivina Dias Sol Queiroz.
“Nunca se esqueçam de vocês estudaram em uma Universidade plural. Desejo que em todos os aspectos das suas vidas, vocês sejam sempre éticos, comprometidos com a construção de um mundo onde impere a paz, a solidariedade, o amor ao próximo, o respeito às diferenças e o respeito à pessoa humana”, disse na cerimônia.
Feliz com a conclusão do curso, Wendy trocou o tradicional chapéu de beca por um cocar da etnia terena.
Quem também comemorou bastante a titulação de Wendy foi Shirley Vilhalva, professora de Educação da faculdade.
No Instagram, a docente fez questão de publicar várias fotos com o cineasta e parabenizá-lo por mais uma etapa vencida.
Veja o post de comemoração da professora:
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Com informações de UFMS.

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