Preso injustamente prova inocência em morte da mulher e é solto após 2 anos

Reviravolta para o bem! Depois de ficar preso por 2 anos e 5 meses, esse rapaz conseguiu provar sua inocência na morte da mulher e foi solto.
Fernanda Araújo, esposa de Flávio Matheus, morreu em decorrência de epilepsia refratária, doença que pode causar mal súbito. Como ela tinha escoriações no pescoço, o marido, que é corretor de seguros, começou a ser investigado como o executor de um possível estrangulamento.
Em júri popular, ele foi condenado e preso. Flávio conseguiu recorrer e contou com a ajuda da Defensoria Pública para reabrir o caso e provar sua inocência. Agora ele vai processar o Estado.
Morte da esposa
Em novembro de 2009, Flávio acordou e encontrou sua mulher morta.
“Já estava com os lábios roxos, muito gelada, quando entrei em desespero, comecei a gritar, a vizinhança, começou a chegar gente na minha casa, e eu desesperado, não sabia o que fazer”, disse ao G1.
No laudo do Instituto Médico Legal (IML), a causa da morte era “asfixia mecânica” – estrangulamento.
Flávio procurou uma delegacia para registrar o falecimento da esposa e, meses depois, foi chamado para prestar depoimento como suspeito.
As lesões no pescoço da vítima tornaram o homem o principal suspeito.
“Eu comecei a responder, mesmo assustado, mesmo sem entender o porquê daquelas perguntas, eu fui respondendo todas elas porque eu não tinha nada a esconder. Perguntei ao final por que ele estava me fazendo aquelas perguntas. Ele respondeu: você está sendo acusado de matar sua esposa.”
Condenado erroneamente
Ao final da investigação, Flávio foi a júri popular como responsável pelo crime.
A linha de defesa escolhida pelo advogado era que o rapaz não estava em casa quando Fernanda morreu.
No mesmo dia, a mulher havia sofrido várias crises de convulsões. Uma delas foi dentro da piscina, o que causou as escoriações no pescoço.
Mas não teve jeito, Flávio foi condenado com pena de 17 anos. Em 2021, ele foi preso.
Na cadeia, o rapaz sofreu muito. Ele conta que passou fome, frio, calor e perdeu 12 quilos.
Leia mais notícia boa
- Homem condenado injustamente se reúne com família após 44 anos preso
- Teste de DNA faz homem preso injustamente por 48 anos ser inocentado
- Preso injustamente por 13 anos é inocentado, deixa a cadeia e recebe 2 milhões
Provando inocência
Mas ele recorreu e os defensores públicos perceberam algo curioso. No laudo da morte da mulher, não era mencionada a doença que ela tinha.
“A epilepsia refratária são todas as formas de epilepsia que não respondem ao tratamento medicamentoso. Ela provoca crises que não têm controle e é uma causa frequente de morte súbita, de traumatismos, danos e fraturas”, disse o neurocientista Ricardo de Oliveira, do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino.
Um novo laudo produzido pelo perito Nelson Massini explicou as lesões sofridas pela mulher e auxiliou a mudança da decisão.
Com um novo laudo, a Defensoria Pública pediu a reabertura para uma revisão criminal.
“A lei permite diante de fatos novos, de uma prova nova, ingressar com uma revisão criminal. É mais uma oportunidade de se demonstrar a realidade dos fatos”, disse o defensor público Antônio José Sampaio Santos.
Em dezembro, a notícia boa finalmente veio e ele saiu da prisão.
“Eu fiquei esperando e finalmente aparece aquele carro do defensor, e ele sai com um sorriso, me abraça e fala: ‘Flávio, finalmente acabou’. Eu estava doido para sair daquele lugar, doido para ir embora, doido para tomar um banho”, disse Flávio emocionado.
A saga de injustiça de Flávio, finalmente acabava ali.
Vai processar o Estado
Agora o homem está enfrentando um outro desafio: recomeçar.
O rapaz está procurando emprego e vai entrar com um pedido de indenização contra o Estado.
“Eu fui tentar fazer um cadastro pra trabalhar como motorista de app, e a foto, sem nenhum pudor, que eles colocam é ‘perfil negado por motivos de antecedentes criminais com o seu CPF (…) provei a minha inocência, saí com a minha cabeça erguida da mesma maneira que entrei, saí com a minha cabeça erguida, provando a minha inocência, mas ainda assim, não consigo trabalhar em nenhum lugar porque eles olham como uma pessoa que passou pelo cárcere, uma pessoa condenada”, lamentou.
Com informações de G1.

Menino de 8 anos comemora vitória contra o câncer dançando e dando pirueta; video
Imagem gigante de Cristo em prédio leva amor e esperança ao centro de São Paulo; vídeo
Rússia contrata brasileiro que trabalhou em padaria para comprar 1º computador
Shakira terá maior palco já montado em Copacabana; show em maio
Abril terá passagem de cometa e 2 chuvas de estrelas cadentes: veja as datas
Médicos brasileiros fazem cirurgia inédita e salvam recém-nascida com problema congênito no coração
Coelhinho resgatado aprende a jogar Jenga e vira campeão; vídeo
Tratamento contra câncer de mama que não cai cabelo já está disponível no SUS
Homem que vive na rua escreve bilhete pedindo ajuda para tratar cachorrinho doente… e consegue
Mulher “adota” idosa viúva que mudou de cidade sozinha: “anjos existem”
“Deus salvou a gente”, diz motorista de carro atingido por árvore durante tempestade