Mulher que vivia deitada por condição rara anda pela 1ª vez

Melanie Hartshorn, uma mulher inglesa de 34 anos, anda pela 1ª vez depois de passar a maior parte da vida deitada por ter a síndrome de Ehlers-Danlos, condição rara que causou o deslocamento do crânio da coluna.
Ela teve que viver com uma auréola 24 horas por dia, para mantê-la em uma posição fixa e evitar que sofresse convulsões violentas ou tivesse uma decapitação interna.
O momento emocionante só foi possível graças a uma cirurgia pioneira que une os dois membros, feita na Espanha. Com o tratamento, Melanie tem esperança de que um dia tenha uma vida normal.
Cirurgia custou quase R$ 1 milhão
Melanie foi a primeira paciente no mundo a ser submetida a uma cirurgia de fundição de pescoço e coluna.
A operação foi feita em outubro de 2022, e era a única chance que ela tinha para sobreviver.
Como o sistema de saúde inglês se recusou a pagar o tratamento por conta dos riscos, a mulher ainda precisa arrecadar todo o valor com campanhas, que deu aproximadamente 165 mil libras – equivalente a quase R$ 1 milhão.
Complicações
Depois de 5 semanas na UTI, os médicos descobriram que a garganta dela estava aberta e a coluna exposta.
Como a situação era muito perigosa, precisaram colocar uma sonda para alimentação.
“Faz apenas três meses que parei de usar e engoli normalmente”, relatou.
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Deu tudo certo!
Após meses no hospital e uma segunda operação em fevereiro, Melanie finalmente retornou ao Reino Unido.
Apesar de o procedimento ter dado certo, o processo de recuperação é lento.
“Foi uma sensação maravilhosa e estranha me levantar sozinha pela primeira vez”, contou.
“Só consegui dar alguns passos, mas tenho que ensinar minhas pernas, pés e tornozelos a andar.”
Gratidão
Segundo a inglesa, o cirurgião está muito satisfeito com como tudo correu porque não sabia se iria funcionar.
Ela agora está se recuperando em casa e precisa aplicar injeções regulares para ajudar os ossos a se fundirem melhor.
“Foi graças às doações das pessoas e a coragem de um médico que pude fundir meus ossos e deixar para trás minha sentença de morte”, agradeceu em um post no Instagram.
“Não vou parar”
Apesar da condição, Melanie ainda conseguiu concluir o curso de biologia na Universidade de Newcastle e recebeu o certificado deitada em uma maca médica.
Ela é voluntária numa escola primária e espera realizar em breve o sonho de ser professora.
“Ainda uso aparelho ortopédico, mas cheguei até aqui e não vou parar. Eu quero minha vida de volta.”
Veja Melanie dando os primeiros passos:
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Com informações The Mirror.

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