Cocada rende negócio e sustento de gerações com receita de família

Quem poderia imaginar que esta receita de cocada de família viraria negócio, sustentaria pais e filhos, pagaria a faculdade dos jovens e ainda daria para comprar a casa que eles tanto sonhavam? E deu certo.
A receita está há pelo menos quatro décadas na família, mas foi Seu Antônio Nascimento quem transformou a cocada caseira num bom negócio, com venda até para outros países. A receita? Ele só conta o básico: coco, açúcar, água do próprio coco, mais pitadas de carinho, fé e parceria.
“Vendo cocada até para os Estados Unidos e para a Alemanha, porque as pessoas trazem os parentes (que moram fora) para cá em viagem e compram um monte de cocada, falando que é a melhor que já comeram na Terra”, disse o “Baiano da Cocada” à Gazeta.
Sabedoria e fé
Homem de fé, Seu Antônio atribui sua força e determinação a Deus.
“Eu cheguei nesse patamar de trabalho com a sabedoria que o Criador deu para minha mente, com os talentos que Deus me deu.”
Assim esse pequeno grande homem, que pesa pouco mais de 50 quilos, sustentou os três filhos e pagou faculdade para eles. Os três decidiram seguir o caminho do pai: o da cocada. Cada um com seu estilo.
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Novas metas
Seu Antônio diz que seu sonho é ter um ponto de venda dentro de um shopping center para vender as cocadas. Não é tão difícil assim, considerando que ele faz cocadas com 60 sabores.
“Meu sonho agora é conseguir alguém que veja o potencial do nosso trabalho”, disse o Baiano da Cocada.
Enquanto não consegue, a filha, Jennifer Nascimento, de 32 anos, tem o próprio ponto de venda.
Ela é só elogios e gratidão ao pai: “O senhor me deu uma faculdade de ensinamento e de caráter.”
História da cocada da família
O “Baiano da Cocada” ficou conhecido em Vitória e Vila Velha, no Espírito Santo, não há quem não o conheça.
Tudo começou com Dona Maria Sofia, mãe do Seu Antônio, ele ainda era menino.
Quando garoto, Seu Antônio vendia a cocada de porta em porta, na entrada do antigo Cinema Santa Cecília, no Parque Moscoso e na Praça Costa Pereira, onde a barraca dele entrou para a tradição do lugar.
De lá para cá, o negócio cresceu da melhor forma possível.
Exatamente como a mãe fazia, Seu Antônio desafia o calor do fogão e o cansaço.
A rotina dele começa às 6h, quando compra o coco e todos os ingredientes frescos.
Em seguida, às 9h, começa o trabalho na frente do fogão e segue até terminar.
Depois chega a hora de organizar as cocadas, por sabores, e levar para a barraquinha na pracinha.
Aí, além das vendas ele recebe os elogios de quem experimenta a famosa cocada da família.
Com informações de A Gazeta

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