Brasileiros que tiveram aposentadoria e pensão negados pelo INSS serão convocados para acordo

Aproximadamente 170 mil brasileiros, que tiveram aposentadoria e pensão negados pelo INSS, a Previdência Social, serão convocados para um acordo por ordem do governo federal. A ideia é reduzir os gastos da União com ações judiciais que, geralmente, são desfavoráveis à ela. A prioridade serão os vulneráveis: trabalhadores rurais e idosos, entre outros.
Batizado de “Pacifica”, a previsão é que via programa, nos próximos 90 dias, sejam convocados os primeiros trabalhadores e pensionistas brasileiros, que têm pedidos de aposentadorias e pensões, negados pelo INSS. A expectativa do governo é economizar R$ 225 milhões com cobranças de juros e multas.
Só serão convocados para acordo aqueles cujas ações há manifestações da Justiça em situações semelhantes em favor do trabalhador e com exigências da União, daí o esforço do governo de correr contra o tempo. Com a medida, 137 mil ações judiciais devem ser evitadas.
Grande negociação
A prioridade para os acordos será dada a grupos específicos:
- Mais idosos;
- Pessoas com deficiência;
- Trabalhadores de baixa renda;
- Trabalhadores rurais;
- Mulheres em licença-maternidade que aguardam o INSS;
- Pessoas que recebem Benefício de Prestação Continuada (BPC).
Ampliação do aplicativo
A meta é ampliar os acordos extrajudiciais e criar um link no aplicativo Meu INSS para que os brasileiros interessados acionem a AGU e façam acordo.
A experiência mostra que o INSS tem regras mais restritas do que as do Judiciário. Porém, a AGU pode se antecipar e aplicar a interpretação do Judiciário, de acordo com um técnico do órgão.
Paralelamente a esse programa, a AGU e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) tentam de forma conjunta diminuir o número de recursos em torno de dez teses em tramitação em várias instâncias nos tribunais. Essas envolvem reconhecimento do direito a benefícios da Previdência e assistenciais.
Para agilizar, foram selecionados temas que têm jurisprudência consolidada, como reconhecimento de dependentes, concessão do BPC, auxílio-reclusão, auxílio-doença e critérios para a concessão da aposentadoria.
Leia mais notícia boa
- Ranking mostra melhores lugares para morar; 8 estão na América Latina e no Caribe
- Médica aposentada de 95 anos é feliz, produz alimentos e adora receber em casa
- Programa Voa Brasil é lançado, inicialmente para aposentados; veja como fazer
Exemplos concretos
Como o governo federal tem de aguardar a tramitação de ações, não sabe exatamente de quanto terá de desembolsar para o pagamento, só estima que, para 2025, por exemplo, serão R$ 70,7 bilhões – com precatórios e Requisições de Pequeno Valor (RPV), de até 60 salários mínimos.
Na relação dos precatórios, o valor mais alto é um processo que está no Tribunal Regional Federal da 1ª Região, envolvendo R$ 4,74 bilhões sobre o Aerus, o fundo de pensão da extinta Varig. Para evitar o desembolso, a AGU resolveu antecipar o pagamento e reduziu a dívida à metade.
Está em vigor uma proposta de emenda à Constituição (PEC) aprovada no governo Jair Bolsonaro, que limitava o pagamento de precatórios. O que se pretendia era economizar esses recursos para turbinar o Auxílio Brasil (hoje Bolsa Família).
O governo Lula, por sua vez, conseguiu autorização do Supremo Tribunal Federal para pagar o que exceder esse teto de precatórios fora das regras fiscais (como a meta fiscal).
Mas a autorização só vale até 2026. No ano seguinte, todos os precatórios entrarão no orçamento, apertando os demais gastos, segundo reportagem de O Globo.
Pagamento de precatórios
O maior volume de precatórios contra a União vem de demandas por benefícios previdenciários e assistenciais – aposentadorias, pensões e auxílio-doença, por exemplo.
O que se pretende, por parte da União, é evitar o pagamento de juros e custas processuais, entre tantos outros gastos. Há uma portaria que autoriza que o processo seja feito em parceria com a Defensoria Pública da União (DPU) e o INSS.
Nos últimos anos, houve um aumento dos gastos com precatórios, que são valores que precisam ser pagos pela União em sentenças judiciais desfavoráveis. Com eventuais acordos, o governo se antecipa ao Judiciário e evita despesas que incluem juros e correção monetária.

Quem é a brasileira de 11 anos que criou fórmula simples para calcular raiz quadrada; revista científica
PM agradece ao marido gari que pegava livros do lixo para ela estudar e vencer na vida; vídeo
Matheus Cunha: quem é o menino pobre da Paraíba que salvou o Brasil com 2 gols contra o Haiti
Endrick é o nome mais buscado no Google e bate 20 milhões de seguidores no Instagram
Piso salarial de professores da educação básica agora é de R$ 5.130; sancionado pelo presidente
Cães e gatos resgatados ganham ensaio fotográfico lindo para feira de adoção na Paulista
Sem asfalto nem postes de luz, Jericoacoara é eleita 2 vezes entre as praias mais bonitas do mundo
Vacina contra HPV zera mortes de jovens por câncer de colo de útero na Inglaterra, revela estudo
Menino que desenhou álbum da Copa ganha camisa da Seleção e o sonhado álbum; vídeo
Nissan faz campanha ousada para Endrick virar titular da Seleção na Copa e pressiona Ancelotti
Quem é o agricultor que fez bandeira gigante do Brasil com alface; vídeo viralizou
Atriz famosa de 93 anos levanta peso na academia e dá show de vitalidade; vídeo