Brasileiro “previu” Instagram em 1990; álbuns da família com fotos, legenda e marcação

Muito antes do surgimento do Instagram, o brasileiro Eli Tukamoto, previu a rede social ao documentar a vida da filha de uma forma muito interessante.
O paranaense de 55 anos, em 1990, criou álbuns com fotos da família com legendas detalhadas, marcações e localizações. Tudo era feito manualmente. Lembrou de algo? A criação de Eli era um verdadeiro Instagram, só que analógico.
“Tentava fazer o mais detalhado possível para que, quando eles crescessem, eles pudessem ler aquilo e falar ‘olha só, eu era assim, e tinha isso, eu gostava disso, eu comia aquilo’”, disse Eli em entrevista ao G1.
Instagram analógico
Além de descrever o contexto de cada imagem, ele inclui lá os hábitos da filha Bruna Tukamoto, as pessoas presentes no local e até mesmo as refeições que foram feitas.
Em uma das fotos, a garotinha aparece com 1 ano de idade segurando uma escova. Ao lado, a descrição era bem precisa.
“Bruna gostava de passear, de cachorro, empurrar carrinho e andador, brincar com a boneca Kyupi chan, tocar pianinho e dançar, assistir TV, brincar com telefone, trocar canal da TV. Comia: legumes cozidos (inteiros), polvilho, pão, aveia, laranja lima, kiwi, mamão, pêssego e arroz branco.”
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Origem do hobby
A origem para criar os 71 álbuns veio de uma situação pessoal: Eli sentia falta de registros da própria infância.
Após descobrir que tinha apenas quatro fotos de quando era pequeno, ele decidiu que os filhos não passariam pelo mesmo.
Os filmes eram revelados a cada dois meses e, depois, ele mesmo acrescentava as legendas completas.
“Quando revelava, eu e minha esposa olhávamos as fotos e tentávamos relembrar onde estávamos, já que fazíamos as anotações para poder imprimir e colar junto ao álbum. Hoje, devido à correria, acho que talvez tenha perdido um pouco esse negócio de bater foto. Mudou muita coisa. Antigamente parecia que era mais gostoso”, contou o pai.
Filha aprova
Quando a menina, agora com 28 anos, compartilhou os álbuns nas redes, jamais esperava a repercussão. A criatividade do paizão chamou a atenção dos seguidores dela.
Para Bruna, o pai fez a coisa certa e hoje ela desfruta de todas as memórias que poderiam ter sido esquecidas.
“É como se eu realmente revisasse esses momentos da minha vida, da minha infância, mas eu não me lembrasse de fato. É que alguém registrou. Está em terceira pessoa”, disse a jovem.
Se tem uma coisa que a menina lembra da infância, é seu pai com a câmera. Nas lembranças dela, Eli estava sempre com o objeto em mãos, não importa o local.

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