Após 17 anos, mulher adotada ilegalmente descobre mãe biológica

Aos 32 anos, Jéssica Queiroz Daniel diz que, finalmente, acabou sua agonia. A mulher adotada ilegalmente, há 17 anos, recebeu o exame de DNA e localizou a mãe biológica, no Distrito Federal. A investigação foi conduzida pela 3ª Delegacia de Polícia e do Instituto de Pesquisa de DNA Forense (IPDNA), que emitiu o laudo, confirmando sua filiação.
Somente aos 15 anos, Jéssica soube que era adotada e que foi recebida pelos pais ainda recém-nascida. Uma pessoa embriagada fez uma pergunta enviesada para ela e levantou a dúvida.
“Nunca soube que era adotada. Descobri por uma pessoa bêbada que passou no bar da minha família, no Gama. Ele me perguntou se eu sabia quem era a minha mãe biológica”, relembrou.
Busca interminável
Depois desse momento, a vida de Jéssica nunca mais foi a mesma. A técnica de enfermagem resolveu, por conta própria, investigar. Descobriu que seu DNA tinha coincidências com o de uma moradora dos EUA.
Daí para frente foi bem rápido. A jovem, nos EUA, era sua prima e a ajudou a localizar a mãe biológica. O contato com ela foi feito por telefone. Jéssica procurou a polícia para relatar o caso.
“Minha mãe adotiva queria desvendar esse mistério porque ela sabia o quanto eu estava sofrendo, mas tinha aquela questão do ciúme. Eu não tenho nada contra ela (mãe biológica), por mais que ela tenha aberto mão de mim. Estou com minha família hoje porque ela abriu mão de mim e não tinha como me criar. No entanto, ainda não estou preparada para vê-la”, desabafou.
Leia mais notícia boa
- Médico vítima de adoção ilegal reencontra pais biológicos após 28 anos
- Após 9 anos na fila, brasileira vence câncer, adota filho e se emociona
- Homem que foi adotado há 75 anos conhece família biológica; realizou um sonho
Conversa com a mãe
Na conversa com a mãe biológica, Jéssica soube que tem irmãos e o motivo de ter sido doada.
“Ela disse que teve outros filhos, mas sabia onde estavam, mesmo que outras pessoas estivessem ajudando a criar. Ela relatou ainda que não queria me dar, mas era o melhor que podia fazer por mim. Ou me dava ou eu ia viver com ela na rua”, disse Jéssica ao Correio Braziliense.
Outras 3 crianças
O delegado-chefe da 3ª DP, Victor Dan, disse que após o nascimento de Jéssica, a mãe biológica foi conduzida por um casal até um apartamento da Asa Sul. No imóvel, os pais adotivos receberam a recém-nascida.
De acordo com o delegado, a investigação da PCDF agora busca esclarecer as circunstâncias em que ocorreram as doações de mais três crianças, entre elas a da técnica de enfermagem.

Filme brasileiro sobre valorização da vida chega a Harvard; acolhimento terapêutico gratuito
Casal que foi daminha e pajem aos 4 e 5 anos se casa 20 anos depois em MG
Bombeiro dá água para tatu-bola durante incêndio florestal no MT; vídeo
Mega-Sena sorteia R$ 92 milhões nesta terça-feira; apostas vão até as 20h
Brasileiro mais velho do mundo faz 114 anos e troca parabéns com colega de 113 anos, da Austrália
Betty Faria revela que salvou Cláudio Marzo da tortura na ditadura: pai dela ajudou
Avó de 71 anos sobe em açaizeiro para trabalhar e neta brinca: “Olha ela repousando”; vídeo
Tenente resgata filhote de tamanduá órfão e bichinho não desgruda dele; vídeo
Nova injeção destrói células de gordura localizada sem cirurgia, revela estudo
Novo curativo para diabéticos combate infecções e ajuda a pele a cicatrizar feridas; estudo alemão
Brasil bate recorde histórico de voluntários para a Copa do Mundo Feminina de 2027
Alunas de escola pública de Sergipe vencem dois prêmios internacionais de ciência no Paraguai