Mounjaro pode frear Alzheimer? Pesquisa brasileira investiga melhoras na memória

Cientistas brasileiros querem saber se a caneta emagrecedora Mounjaro realmente funciona para frear a doença de Alzheimer. O questionamento surgiu após descobertas de que a caneta, já usada contra diabetes e obesidade, também provoca melhorias na memória.
O estudo está sendo feito pela UERJ, Universidade Estadual do Rio de Janeiro para investigar o potencial da tirzepatida, substância presente no medicamento Mounjaro. Estudos anteriores em modelos animais já haviam indicado uma ligação entre a tirzepatida e melhoras na memória.
“Vamos realizar testes cognitivos e análises morfológicas do cérebro para confirmar se os resultados se mantêm em diferentes cenários”, disse o professor titular de Anatomia da UERJ, Carlos Alberto Mandarim-de-Lacerda.
A ligação entre diabetes e Alzheimer
Segundo os pesquisadores, há uma conexão importante entre diabetes tipo 2 e Alzheimer, o que levou alguns especialistas a apelidarem a doença neurodegenerativa de “diabetes tipo 3”.
“O fato de muitos pacientes com Alzheimer também apresentarem diabetes tipo 2 torna natural o interesse em investigar medicamentos inovadores já usados nesse tratamento”, disse Carlos Alberto Mandarim-de-Lacerda ao O Globo.
A neuroinflamação é um dos fatores ligados ao avanço de doenças neurodegenerativas como o Alzheimer.
Leia mais notícia boa
- Medicamento para diabetes reduz ataques cardíacos e derrames em 23%; descobrem cientistas
- Alzheimer: novo remédio começa a ser vendido no Brasil; retarda a doença
- Remédio contra obesidade reduz risco de diabetes em 94%, revela novo estudo
Os testes em animais
O estudo da UERJ será dividido em duas etapas:
Na primeira serão estudados ratos fêmeas com obesidade, diabetes e menopausa tratados com tirzepatida, com análise das proteínas cerebrais ligadas ao hipotálamo – região mais afetada pela neuroinflamação.
Na segunda etapa será a vez de ratos machos submetidos a estímulos que causam perda de memória serão tratados com a substância ativa do Mounjaro.
A presidente da FAPERJ, Caroline Alves, acredita que a pesquisa pode trazer avanços significativos:
“Estamos falando de doenças que impactam milhões de brasileiros e para as quais ainda existem poucas alternativas. Essa investigação pode abrir caminhos para a prevenção e o tratamento de condições como Alzheimer, diabetes e obesidade. É um orgulho para a ciência fluminense”, afirmou.
A equipe da UERJ já publicou resultados preliminares em revistas internacionais como Diabetes, Obesity and Metabolism (DOM) e Life Sciences, sobre a investigação ds efeitos da tirzepatida em ratos com obesidade, menopausa e diabetes tipo 2.
Vai logo ciência!

Lula anuncia perdão das dívidas dos MEIs e descontos de 90% para renegociação
Primeira motorista trans de ônibus de MG realiza sonho de infância; conhecida como Motogata
Arara bebe água no copo e encanta visitantes de chalé na Bahia; vídeo
Menino de 12 anos dá água de graça a desconhecido e ganha surpresa para toda a família; vídeo
30 anos sem Renato Russo: “Tempo Perdido” é a música mais tocada; veja o top 10
Vovô da roça leva almoço para neta médica no trabalho faz declaração de amor; vídeo
Cadela farejadora encontra menino desaparecido em mata escura após 9 horas de buscas; vídeo
Keds, tênis que fez sucesso nos anos 90, volta ao Brasil; veja preços e onde comprar
Menina de 6 anos vestida de Nossa Senhora Aparecida passa aniversário no Santuário em SP
Manifestações em apoio a Lula mobilizam 76 cidades do Brasil; Paulista reúne multidão; vídeo
Operários se unem para salvar cachorro idoso e cego atolado na lama em SP; vídeo
Jogadoras de times rivais que descobriram ser irmãs biológicas têm 1º encontro em família; vídeo