Veja como está Gabriel, o bebê prematuro minúsculo de 2024: lindo feliz e forte

Quando este bebê nasceu prematuro e minúsculo, em setembro de 2024, a foto da mãozinha dele segurando na ponta do dedo do pai, no hospital, comoveu o mundo. “Foi incrível que, de alguma forma, mesmo com o dedo tão pequeno, eu conseguisse sentir a força que ele exercia sobre mim. A força que aqueles dedinhos possuíam me deixou sem palavras”, lembrou o seu pai, Garreth.
Com apenas 22 semanas de gestação, o menino veio ao mundo pesando apenas 450 gramas, menos de meio quilo. Por ser extremamente prematuro, ele precisou passar quase um ano na UTI neonatal do hospital Vanderbilt em Nashville, de Tennessee (EUA), foram exatos 350 dias internado.
O pequeno guerreiro lutou contra uma doença pulmonar crônica e múltiplas infecções e os pais, Caroline e Garreth, só puderam levar o filho para casa há três meses. O menino ainda enfrenta desafios respiratórios, mas está se desenvolvendo muito bem.
A luta para manter a gravidez
Caroline começou a ter hemorragias com 14 semanas de gestação e, durante oito semanas angustiantes, os médicos a alertaram diariamente de que ela poderia sofrer um aborto espontâneo a qualquer momento.
Com 18 semanas, a bolsa rompeu. O bebê prematuro não foi considerado viável, então o casal ficou em um limbo até as 22 semanas, quando Caroline foi hospitalizada na esperança de ganhar mais tempo para o desenvolvimento do filho.
As previsões eram devastadoras uma taxa de sobrevivência inferior a cinco por cento, com mais de 90% de probabilidade de problemas neurológicos, defeitos cardíacos e perda de visão ou audição.
O nascimento do bebê prematuro
Com 22 semanas e quatro dias, Caroline entrou em trabalho de parto durante uma emergência que colocou a vida de ambos em risco.
Garreth assistiu impotente enquanto a equipe médica levava sua esposa às pressas para a cirurgia.
“Eles a fizeram assinar documentos dizendo que ela poderia morrer por causa da cirurgia”, lembrou Garreth, que passou muito tempo “sem saber o que pensar ou o que fazer”.
Mas, contra todas as expectativas, Gabriel conseguiu usar o tubo de respiração e sobreviveu.
Problemas após o nascimento
Assim que nasceu, Gabriel teve que lutar contra uma displasia broncopulmonar grave, udoença pulmonar crônica que deixou os pulmões cicatrizados e rígidos.
As múltiplas infecções por pneumonia também o debilitaram, e os médicos acabaram determinando que ele precisaria de uma traqueostomia para sobreviver.
O casal se despediu do filho em três ocasiões diferentes durante as primeiras seis semanas de vida dele.
Durante todo o período difícil, Garreth viajava três horas para ir e três horas para voltar do trabalho para que pudessem pagar as contas médicas, e Caroline tentava manter-se ao lado do filho.
Ajuda financeira
A comunidade da igreja ofereceu apoio financeiro, e quatro enfermeiras do hospital Vanderbilt se tornaram como família para Gabriel durante sua longa internação.
“Não teríamos conseguido sem elas”, disse Caroline.
“Uma enfermeira em especial esteve conosco durante nove meses e meio. Eu, pessoalmente, não teria conseguido sem ela.”
Caroline, que sempre sonhou em ser mãe, diz que a experiência transformou a fé e a perspectiva de vida do casal.
“Fui lançado numa situação em que a minha fé era a única coisa a que me agarrar. Agora, ela é mais forte do que jamais imaginei que pudesse ser.”
Como o menino está hoje
Embora Gabriel esteja em casa, ele ainda precisa de uma traqueostomia e enfrenta dificuldades respiratórias, mas também há boas notícias.
“Pela graça de Deus, Gabriel tem um desenvolvimento completamente adequado para a idade e não apresenta problemas cerebrais”, disse Caroline à agência de notícias SWNS.
“Com exceção dos pulmões, seu corpo está em ótimas condições de funcionamento.”
A família é só gratidão e o menino tem uma sorriso e um olhar tão iluminados que renovam as esperanças de todos a cada dia.

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