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Cirurgião salva vida de imigrante adolescente e agora eles operam juntos na Etiópia

Monique de Carvalho
13 / 01 / 2026 às 17 : 07
Um cirurgião dos Estados Unidos operou um imigrante há muitos anos. Hoje os dois trabalham juntos em missões médicas - Foto: arquivo pessoal
Um cirurgião dos Estados Unidos operou um imigrante há muitos anos. Hoje os dois trabalham juntos em missões médicas - Foto: arquivo pessoal

Um cirurgião cardiotorácico reencontrou, anos depois, um antigo paciente imigrante em um centro cirúrgico na Etiópia. O jovem foi salvo pelo médico quando ainda era adolescente. Hoje atua como profissional da área da saúde e os dois passaram a operar juntos em missões médicas.

O encontro aconteceu durante uma ação de cirurgias voluntárias organizada por uma entidade internacional na Etiópia. Na ocasião, o antigo paciente e o médico que realizou a primeira operação dividiram a sala de cirurgia, agora como colegas de trabalho.

Mesfin Yana e Rick Hodes se orgulharam do feito e a história acabou viralizando na imprensa dos Estados Unidos. A missão deles é linda de se ver.

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Primeiro encontro

Mesfin nasceu há 41 anos em uma vila rural da Etiópia, sem acesso regular a água ou serviços de saúde. Ainda criança, desenvolveu febre reumática, doença que comprometeu o funcionamento do coração e passou a limitar as atividades diárias.

Em busca de atendimento, Mesfin chegou à capital etíope, onde foi atendido por organizações ligadas a missões humanitárias. Nesse período, o médico americano Rick Hodes, que atua há décadas no país, avaliou o caso e iniciou esforços para viabilizar tratamento fora da Etiópia.

Por meio da organização Children’s Cross Connection International, Mesfin foi levado aos Estados Unidos para realizar uma cirurgia cardíaca no Piedmont Heart Institute, em Atlanta.

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A primeira cirurgia 

Nos Estados Unidos, Mesfin foi operado pelo cirurgião cardiotorácico Jim Kauten. O procedimento consistiu no reparo da válvula mitral, com o objetivo de melhorar a função cardíaca e estabilizar o quadro clínico.

Após a cirurgia, ele permaneceu no país durante o período de recuperação, hospedado por uma família voluntária. O acompanhamento médico indicava evolução satisfatória, e Mesfin retornou posteriormente à Etiópia.

Algum tempo depois, porém, desenvolveu uma infecção cardíaca chamada endocardite, relacionada a procedimentos odontológicos realizados após a cirurgia inicial.

Mudança definitiva

Diante do novo diagnóstico, Mesfin voltou a Atlanta para uma segunda intervenção. Desta vez, os médicos concluíram que o reparo não era suficiente e optaram pela substituição da válvula por uma prótese mecânica.

A escolha exigia acompanhamento contínuo, uso permanente de anticoagulantes e monitoramento regular, o que levou à decisão de que ele permanecesse nos Estados Unidos de forma definitiva.

Nesse período, Mesfin passou a viver com a família do cardiologista Allen Dollar, que também participou de seu acompanhamento clínico.

Missões médicas

Anos depois, já estabelecido nos Estados Unidos, Mesfin passou a colaborar com missões cirúrgicas realizadas na Etiópia por meio da organização Heart Attack Ethiopia. Seu trabalho inclui apoio direto nas cirurgias e mediação entre equipes médicas estrangeiras e pacientes locais.

Por falar amárico, idioma predominante no país, ele atua como intérprete e facilitador da comunicação, ajudando a esclarecer procedimentos e reduzir barreiras entre médicos voluntários e pacientes.

Foi durante uma dessas missões que reencontrou Jim Kauten. Ambos participaram da mesma ação cirúrgica, agora trabalhando lado a lado.

Atualmente, Mesfin vive com a família nos Estados Unidos, onde segue realizando acompanhamento médico regular. Ele mantém vínculo com projetos de saúde voltados à Etiópia, especialmente em ações voltadas ao tratamento de doenças cardíacas em crianças e jovens.

 

 

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