Idoso que teve direito à polilaminina negado pela Justiça já mexe as pernas; vídeo

Cada dia melhor. O idoso João Luiz Miqueline, de 70 anos, que teve o direito à polilaminina negado pela Justiça – e conseguiu o uso compassivo pela Anvisa – se emocionou ao contar que já está mexendo as pernas. Ele recebeu a dose do medicamento da dra. Tatiana Sampaio (UFRJ) em Curitiba (PR), na terça, dia 3 de março. Dois dias depois, para surpresa de todos, o seu João conseguiu mexer as pernas na reabilitação. Ele ficou muito emocionado e afirmou como se estivesse profetizando: “eu vou sair daqui andando”.
O idoso perdeu os movimentos do corpo depois de levar uma queda de quase 4 metros de altura, há três meses e ficou paraplégico. A família, que já tinha ouvido falar da polilaminina na imprensa, correu para que o seu João Luiz tivesse acesso ao remédio, dentro da janela biológica ideal indicada pelos pesquisadores que é de até 72 horas, chegando a 90 dias.
“Quando a filha dele chegou até nós, o cenário era difícil. Ele já estava de alta, fora do hospital, e o caminho jurídico parecia impossível. Foram quase 60 dias de luta. Judicializações negadas. Decisões postergadas. Juiz, desembargador… portas fechadas”, contou na legenda do vídeo o Mitter Mayer, que coordena o grupo de trabalho da polilaminina no Espírito Santo, com supervisão da Dra. Tatiana Sampaio, a bióloga da UFRJ criadora do tratamento.
Justiça negou, Anvisa liberou
Mitter explicou que na época em que a família pediu o remédio pela primeira vez ainda era na época da judicialização.
“[A família] Judicializou e o juiz da primeira instância disse que não era com ele. Despachou para outro juiz e o outro juiz também disse que não era com ele. Devolveu para o outro. O outro negou. Depois foi para a segunda instância, para o desembargador. Aí [o judiciário] entrou recesso, entrou no plantão, ninguém julgava e por final eles foram lá e negaram”, contou Mitter em entrevista ao Só Notícia Boa.
O Seu João Luiz só conseguiu acesso ao remédio quando a Anvisa pacificou a questão do uso administrativo. “A gente conseguiu dar entrada direto, mesmo com a decisão negativa da justiça e a Anvisa foi lá e autorizou”, lembrou Mitter.
Leia mais notícia boa sobre a polilaminina
- Jogador de vôlei que ficou tetraplégico volta a mexer o braço após a polilaminina; vídeo
- Novo paciente que recebeu polilaminina consegue mexer as pernas; vídeo
- Polilaminina será distribuída pelo SUS, após aprovação da Anvisa, diz dra. Tatiana Sampaio
- Primeiro tetraplégico que voltou a andar com a polilaminina levanta 20kg na academia; vídeo
O médico resistiu
Aí vieram os próximos problemas falta de vagas no hospital e o médico que não conhecia a polilaminina.
“Não tinha vaga no hospital. O médico que inicialmente não queria assinar, depois assinou. Ele não conhecia o medicamento. Só foi depois assinar depois que viu repercussão na mídia de que as pessoas estavam melhorando. Foi uma batalha, a mais difícil até agora”, contou Mitter.
Mas, felizmente deu tudo certo e o seu João Luiz conseguiu receber a dose da polilaminina 80 dias depois do acidente. Ele foi o paciente que mais tempo aguardou sem conseguir autorização.
E, mesmo assim, nunca perdeu a esperança e só sabia agradecer: “Eu tenho fé em Deus que tudo vai dar certo”, disse.
“Impossível não se emocionar”
E a emoção do seu João contagiou:
“Hoje, no pós-procedimento, ele segurando minha mão, me agradecendo, com aquele sorriso que diz mais do que qualquer palavra… é impossível não se emocionar”, escreveu o Mitter na legenda do vídeo no Instagram.
E ele lembrou:“A gente fez o que a Dra. Tatiana sempre diz: fez chover”, concluiu.
Assista ao vídeo do seu João Luiz, o idoso que mexeu as pernas após a polilaminina:
View this post on Instagram
Agora o vídeo anterior dele, quando recebeu o medicamento:
View this post on Instagram

Gatinho frajola que foi rejeitado e chorou em feira de adoção ganha família e é adotado
Fazendeiro pagou contas da farmácia popular por 10 anos e ninguém sabia
Homem ganha na loteria e divide prêmio com amigo de adolescência; “palavra”
Ave pré-histórica com colorido raro, considerada extinta, retorna à natureza
Gatinho desaparecido volta para casa 12 anos depois, não encontra ninguém, mas tem final feliz
Cidade monta casas baratas para abrigar pessoas em situação de rua
Feriado de 1º de Maio deixa esta semana mais curta; e já tem outro chegando
Estátua da Deusa Atena é descoberta na Turquia: 2 metros e de mármore
Emoção: mãe reencontra filho professor desaparecido há 5 anos em SP
Elefantinha rejeitada pela mãe é “adotada” por elefanta que nunca teve filhotes
Família de centenários da Itália ensina segredo da “sopa da longevidade”
“Michael” bate recorde e arrecada US$ 100 milhões na estreia; fenômeno das telas