Artemis II mostra como é o “lado oculto da Lua”; astronautas viram eclipse “surreal”

Em 1973 a música The Dark Side Of The Moon, do Pink Floyd, falava sobre o “o lado oculto da Lua” e agora, 53 anos depois, a missão Artemis II mostra pela primeira vez como é essa parte do satélite natural da Terra, que sempre fica de costas para nós.
Diferentemente do lado que enxergamos daqui, com planícies escuras (chamadas de mares), a face oculta da Lua é mais montanhosa, acidentada, e tem a crosta mais espessa. Para entender a foto divulgada pela Nasa, do lado direito, aparece o lado iluminado, o hemisfério que vemos normalmente. Na parte esquerda está o lado oculto, o hemisfério que não enxergamos daqui porque a Lua e a Terra giram na mesma velocidade.
A Bacia de Orientale, uma cratera de quase mil quilômetros de diâmetro, fica na divisa entre os dois hemisférios da Lua. A imagem foi feita nesta segunda, 6 de abril, e é importante porque pode oferecer pistas inéditas sobre a formação do Sistema Solar e para mapear os recursos minerais que existem na Lua.
Perderam contato com a Terra
Após bater recorde de 6,6 mil km e atingir uma distância máxima de 406.771 quilômetros da Terra, a missão Artemis II passou por trás da Lua e perdeu contato com a Nasa, na Terra, por 40 minutos, como estava previsto.
Isso acontece porque a Lua bloqueia os sinais de rádio entre a Rede de Espaço Profundo, conhecida pela sigla em inglês DSN, e a espaçonave.
Foi nesse instante que os astronautas presenciaram um eclipse solar total, que durou quase uma hora. Eles ficaram extasiados com o que viram.
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Como foi o eclipse
“Vimos coisas que nenhum ser humano jamais viu, nem mesmo a Apollo, e isso foi incrível para nós”, disse o comandante da missão Reid Wiseman.
Já Victor Glover disse que o eclipse foi “surreal” e contou em detalhes o que presenciou:
“O Sol já se pôs atrás da Lua e a coroa solar ainda está visível, brilhante e criando um halo que circunda quase toda a Lua. Mas quando você chega ao lado da Terra, o que se vê é o brilho da Terra.”
“Quase segundos depois do Sol se pôr atrás da Lua, você já podia ver o brilho da Terra. A Terra está tão brilhante lá fora e a Lua está ali, bem na nossa frente. É impressionante. É incrível.”
“Não importa quanto tempo olhemos para isso, nossos cérebros não conseguem processar esta imagem à nossa frente. É absolutamente espetacular, surreal… não há adjetivos, vou precisar inventar alguns novos, não há absolutamente nenhuma palavra para descrever o que estamos vendo por esta janela.”
De volta à Terra
Os astronautas agora seguem de volta para a Terra.
Eles devem pousar no Oceano Pacífico às 21h07 de sexta-feira (10/4) no horário Brasília, após percorrerem 1.118.494 km.

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