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Nasce bebê de ave marinha rara, ameaçada de extinção, e comunidade comemora

Monique de Carvalho
12 / 04 / 2026 às 09 : 31
A Cahow é considerada uma ave marinha rara, que está em exinção há decadas. Um filhote acaba de nascer nas Bermudas - Foto: Cahow Recovery Project
A Cahow é considerada uma ave marinha rara, que está em exinção há decadas. Um filhote acaba de nascer nas Bermudas - Foto: Cahow Recovery Project

Um filhote de uma ave marinha rara, conhecida como cahow, nasceu na Ilha Nonsuch, em Bermudas. A espécie é considerada uma das mais ameaçadas do mundo e segue sendo acompanhada de perto por equipes de conservação.

A ilha é pequena e fica no nordeste do arquipélago. É o único lugar conhecido onde essas aves conseguem se reproduzir. Por isso, cada nascimento entra no radar de pesquisadores que trabalham para manter a espécie viva.

Mesmo não sendo um caso isolado, o nascimento chama atenção porque faz parte de um projeto antigo de preservação. O local funciona como uma área protegida, voltada ao cuidado com os animais e à recuperação da natureza original da região.

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Espécie já foi dada como extinta

O cahow, também chamado de petrel-de-Bermudas, passou aproximadamente 300 anos sendo considerado extinto. Ele desapareceu ainda no período colonial e só voltou a ser encontrado na metade do século 20.

Quando foi redescoberto, havia pouquíssimos exemplares. Na década de 1960, foram identificados apenas 18 pares na Ilha Nonsuch.

A partir daí, começou um trabalho de proteção liderado pelo pesquisador David Wingate. Esse esforço deu origem ao programa de recuperação da espécie, que continua até hoje.

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Reprodução é lenta e cheia de desafios

A reprodução do cahow não é simples. As aves demoram de três a seis anos para voltar ao local onde nasceram e formar novos ninhos.

Quando isso acontece, a fêmea coloca apenas um ovo por vez. Nem todos chegam a nascer, e parte dos filhotes não sobrevive ao primeiro ano.

Outro ponto que chama atenção é o comportamento dos adultos. Eles deixam o filhote sozinho pouco antes dele aprender a voar. Nessa fase, o jovem precisa começar a se virar para buscar alimento no mar.

Número de aves vem aumentando

Mesmo com essas dificuldades, a população tem crescido aos poucos. Depois dos 18 pares iniciais, o número subiu para 55 em anos seguintes.

Hoje, cerca de 450 aves vivem na ilha, entre jovens e adultas. Esse aumento é resultado de ações como controle de predadores e criação de espaços seguros para os ninhos.

Boa parte dessas aves usa ninhos artificiais, feitos de concreto. Eles imitam as tocas naturais que o cahow procura para se abrigar.

Ilha virou área totalmente protegida

A recuperação do cahow também tem ligação direta com a mudança na Ilha Nonsuch. O local passou por um longo processo de restauração ambiental.

A ideia foi reconstruir o ambiente como ele era antes da colonização. Com isso, outras espécies nativas também voltaram a aparecer por lá.

Entre elas estão a garça-noturna-de-coroa-amarela, caranguejos terrestres e um pequeno lagarto típico da região. O acesso à ilha é controlado, justamente para evitar novos riscos ao ambiente.

Trabalho continua sendo acompanhado

O nascimento do filhote faz parte de um monitoramento constante. Pesquisadores acompanham cada etapa, desde o ovo até o desenvolvimento da ave.

Segundo a equipe, o processo de recuperação é lento, mas tem mostrado resultados ao longo dos anos.

A Ilha Nonsuch segue sendo usada para pesquisa e educação ambiental. Parte desse trabalho também pode ser vista por meio de câmeras ao vivo, que mostram a rotina das aves no próprio habitat.

A ave segue sendo monitorada na ilha - Foto: Cahow Recovery Project
A ave segue sendo monitorada na ilha – Foto: Cahow Recovery Project
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