Cientistas descobrem motivo do ronco alto para reduzir o barulho

Uma nova descoberta pode ajudar a desenvolver tratamentos mais eficientes para reduzir o ronco alto. Cientistas conseguiram reproduzir em computador o que acontece dentro das vias respiratórias durante o sono e identificaram um dos principais mecanismos responsáveis pelo barulho.
A pesquisa foi realizada por cientistas do Instituto Real de Tecnologia KTH, em Estocolmo, na Suécia, e publicada no último dia 18 na revista científica Physics of Fluids. A equipe criou um modelo tridimensional das vias aéreas superiores capaz de simular, ao mesmo tempo, a passagem do ar, o movimento dos tecidos e a geração do som.
O resultado apontou para uma região específica da boca: o palato mole, tecido localizado na parte posterior do céu da boca. Quando o ar passa de maneira irregular por essa região, o tecido pode vibrar e produzir alguns dos sons mais fortes do ronco.
Modelo mostra o que acontece durante o ronco
O modelo permitiu aos pesquisadores observar detalhes difíceis de acompanhar diretamente em uma pessoa enquanto ela dorme.
“Esperamos entender melhor como a respiração provoca o ronco e identificar os mecanismos dominantes de geração do som”, explicou Peng Li, pesquisador do KTH e um dos autores do estudo.
A análise mostrou que diminuir a vibração do palato mole ou alterar a forma como o ar passa por essa região pode ser um caminho para reduzir determinados tipos de ronco. Isso poderá ajudar, no futuro, a avaliar procedimentos que tornam o palato mais rígido e outras técnicas destinadas a modificar o fluxo do ar.
Leia mais notícia boa sobre saúde
- Sábado é o Dia D de vacinação de crianças contra 20 doenças em todo o Brasil
- Remédio contra enxaqueca, que pode aliviar dor em 2 horas, chega ao Brasil em 2027
- Nova vacina contra câncer de pele reduz risco de volta da doença; fase final de testes
Ainda não é um novo tratamento
Apesar do resultado promissor, os pesquisadores deixam claro que a descoberta ainda não representa uma nova terapia disponível para quem ronca.
O trabalho foi feito com um modelo computacional simplificado, e não com pacientes submetidos a um novo tratamento.
A próxima etapa será testar, nas simulações, diferentes níveis de rigidez do palato para descobrir como essas alterações interferem na vibração e no volume do ronco.
Ronco e apneia são diferentes
Os pesquisadores estudaram o chamado ronco palatal não relacionado à apneia.
A apneia obstrutiva do sono é uma condição diferente e mais séria, na qual a respiração pode ser interrompida repetidamente durante o sono e que precisa de avaliação médica.
Segundo os cientistas, grande parte das pesquisas anteriores se concentrou justamente na apneia. O novo trabalho procura entender melhor o ronco comum, que também pode prejudicar o sono de quem ronca e de quem dorme por perto.
O próximo passo da equipe será modificar virtualmente a rigidez do palato e medir como isso altera a intensidade, a frequência do som e a passagem do ar.

Shawn Mendes visita projeto social e canta com crianças em Angola; vídeo
Operário de 18 anos encontra tesouro com 49 barras de ouro ao furar parede de obra: € 9 milhões
Nova vacina contra câncer de pele reduz risco de volta da doença; fase final de testes
Vídeo mostra ternura entre caramelo e idosa no banco da praça: “um cuida do outro”
Menina de 10 anos faz 55 barras na rua e surpreende público em Nova York; vídeo
Shakira mobiliza US$ 1,25 milhão para reconstruir escolas e visita áreas do terremoto na Colômbia
Menino estilista de croquis da fauna brasileira ganha ajuda de gigantes para viralizar
Idosa de 91 anos vai concluir ensino médio após 76 anos de espera: quer fazer gastronomia
Sítio que Ney Matogrosso transformou em reserva ambiental recebe bicho-preguiça resgatado; vídeo
Artista de Brasília leva mosaico gigante para igreja de Minas Gerais: seis meses de trabalho
Escolas formam jovens contra o machismo e ensinam a reconhecer atitudes antes vistas como normais