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Cientistas descobrem motivo do ronco alto para reduzir o barulho

Rinaldo de Oliveira
21 / 08 / 2026 às 12 : 44
Cientistas criam modelo 3D que revela como o palato mole produz o ronco alto. Descoberta pode ajudar no desenvolvimento de novos tratamentos. - Foto: reprodução/ InstitutoSomed
Cientistas criam modelo 3D que revela como o palato mole produz o ronco alto. Descoberta pode ajudar no desenvolvimento de novos tratamentos. - Foto: reprodução/ InstitutoSomed

Uma nova descoberta pode ajudar a desenvolver tratamentos mais eficientes para reduzir o ronco alto. Cientistas conseguiram reproduzir em computador o que acontece dentro das vias respiratórias durante o sono e identificaram um dos principais mecanismos responsáveis pelo barulho.

A pesquisa foi realizada por cientistas do Instituto Real de Tecnologia KTH, em Estocolmo, na Suécia, e publicada no último dia 18 na revista científica Physics of Fluids. A equipe criou um modelo tridimensional das vias aéreas superiores capaz de simular, ao mesmo tempo, a passagem do ar, o movimento dos tecidos e a geração do som.

O resultado apontou para uma região específica da boca: o palato mole, tecido localizado na parte posterior do céu da boca. Quando o ar passa de maneira irregular por essa região, o tecido pode vibrar e produzir alguns dos sons mais fortes do ronco.

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Modelo mostra o que acontece durante o ronco

O modelo permitiu aos pesquisadores observar detalhes difíceis de acompanhar diretamente em uma pessoa enquanto ela dorme.

“Esperamos entender melhor como a respiração provoca o ronco e identificar os mecanismos dominantes de geração do som”, explicou Peng Li, pesquisador do KTH e um dos autores do estudo.

A análise mostrou que diminuir a vibração do palato mole ou alterar a forma como o ar passa por essa região pode ser um caminho para reduzir determinados tipos de ronco. Isso poderá ajudar, no futuro, a avaliar procedimentos que tornam o palato mais rígido e outras técnicas destinadas a modificar o fluxo do ar.

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Ainda não é um novo tratamento

Apesar do resultado promissor, os pesquisadores deixam claro que a descoberta ainda não representa uma nova terapia disponível para quem ronca.

O trabalho foi feito com um modelo computacional simplificado, e não com pacientes submetidos a um novo tratamento.

A próxima etapa será testar, nas simulações, diferentes níveis de rigidez do palato para descobrir como essas alterações interferem na vibração e no volume do ronco.

Ronco e apneia são diferentes

Os pesquisadores estudaram o chamado ronco palatal não relacionado à apneia.

A apneia obstrutiva do sono é uma condição diferente e mais séria, na qual a respiração pode ser interrompida repetidamente durante o sono e que precisa de avaliação médica.

Segundo os cientistas, grande parte das pesquisas anteriores se concentrou justamente na apneia. O novo trabalho procura entender melhor o ronco comum, que também pode prejudicar o sono de quem ronca e de quem dorme por perto.

O próximo passo da equipe será modificar virtualmente a rigidez do palato e medir como isso altera a intensidade, a frequência do som e a passagem do ar.

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