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Rock in Rio: Péricles é ovacionado após cantar Michael Jackson e clássicos da Motown; vídeo

Rinaldo de Oliveira
08 / 09 / 2026 às 10 : 41
Péricles apresentou o inédito “Péricles Canta Motown” no Palco Sunset, um tributo com clássicos da música negra norte-americana. - Foto: @ellenartie / reprodução/ Instagram/ @pericles
Péricles apresentou o inédito “Péricles Canta Motown” no Palco Sunset, um tributo com clássicos da música negra norte-americana. - Foto: @ellenartie / reprodução/ Instagram/ @pericles

Quem conhece Péricles pelo pagode descobriu o outro lado desse showman no Rock in Rio, interpretando clássicos da Motowns. Na noite desta segunda-feira (7), o cantor brasileiro subiu ao Palco Sunset sem recorrer aos sucessos que o consagraram no Exaltasamba ou na carreira solo. Em vez disso, abriu o baú da música negra norte-americana e encarou clássicos de Marvin Gaye, Stevie Wonder, The Jackson 5, The Temptations, Smokey Robinson e outros gigantes.

E ele foi elogiadíssimo e chamado de “O Rei da Voz” nas redes. O espetáculo “Péricles Canta Motown” terminou com o público gritando “Uh, uh, é Periclão”, depois de uma apresentação que mostrou que a voz dele cabe em vários lugares além do samba e do pagode.

E o artista contou o segredo desse sucesso: “A Motown me formou”, disse Péricles em entrevista antes do show. Ele revelou que cresceu ouvindo a música da Motown e colocou essa influência praticamente no mesmo patamar do Fundo de Quintal na formação musical dele.

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De Marvin Gaye a Michael Jackson

Foram 15 músicas em um repertório feito praticamente só de clássicos, que fizeram a platéia toda cantar junto. Péricles passou por “Ain’t No Mountain High Enough”, gravada por Marvin Gaye e Tammi Terrell, e entrou no universo de Michael Jackson ainda criança com músicas do Jackson 5.

“I Want You Back”, “ABC” e “I’ll Be There” apareceram no show e emocionaram muita gente. Também vieram “My Girl”, dos The Temptations, “Cruisin’”, de Smokey Robinson, “Let’s Get It On” e “I Heard It Through the Grapevine”, ligadas a Marvin Gaye.

O passeio continuou por “All Night Long”, de Lionel Richie, “Super Freak”, de Rick James, “End of the Road”, do Boyz II Men, e terminou com “Superstition”, um dos maiores sucessos de Stevie Wonder.

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Mostrou o tamanho da voz

Não foi simplesmente um karaokê de músicas famosas.

Péricles usou a voz grave que o brasileiro conhece há décadas, mas mostrou falsetes, agudos e fraseados que nem sempre aparecem no pagode.

A banda e os backing vocals ajudaram a transformar o palco em um grande baile de soul e R&B.

Casais se abraçaram na plateia

Um dos momentos mais bonitos veio em “Cruisin’”. Péricles pediu que quem estivesse acompanhado olhasse para a pessoa amada e cantasse para ela. Quem tivesse deixado o amor em casa poderia até ligar.

O resultado apareceu imediatamente na frente do palco: casais se abraçaram, se beijaram e cantaram juntos.

Elegância da Motown até na roupa

O cuidado também estava no visual.

Péricles surgiu usando óculos escuros, terno de risca de giz brilhante e uma grande capa estampada com rostos de estrelas da música negra que inspiraram o espetáculo.

Em outro momento da apresentação, apareceu com um visual prateado e chapéu, mantendo a elegância ligada à estética dos grandes cantores de soul.

Não parecia fantasia. O figurino conversava com a história que ele estava contando no palco: a sofisticação visual que marcou artistas negros da Motown nas décadas de 1960 e 1970.

Festival de elogios

Nas redes sociais, o show ganhou uma enxurrada de elogios.

O gshow destacou mensagens de espectadores que diziam que o cantor estava “fazendo história”, enquanto a Folha classificou a apresentação entre as melhores desta edição do festival.

E teve artista saindo do show inspirado. O cantor Feyjão assistiu a Péricles no meio da plateia e disse que o espetáculo foi “fenomenal”.

Fã de black music desde criança, ele contou que ouviu no palco várias músicas que fizeram parte da vida dele e resumiu a experiência assim: “Assisti essa aula.”

Aos 57 anos e com quase quatro décadas de carreira, Péricles provou no Rock in Rio que chamar o artista apenas de “cantor de V

Assista ao trecho em que Péricles canta I’ll Be There, imortalizada por Michael Jackson:

 

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Olha a elegância dele:

 

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