Brasil registra a menor taxa de analfabetismo da história: menos de 5%

O Brasil conseguiu derrubar a taxa de analfabetismo para menos de 5% pela primeira vez na série histórica da PNAD Contínua. A taxa caiu de 5,3% no ano anterior para 4,9% dos brasileiros em 2025. Isso em relação a jovens com 15 anos ou mais que não sabiam ler nem escrever. Isso significa quase 600 mil analfabetos a menos.
O resultado é o menor desde 2016, quando começou a série atual da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, do IBGE. Naquele primeiro levantamento, o índice era de 6,7%.
Nesta semana, o Ministério da Educação voltou a destacar o avanço e divulgou novos dados sobre a Educação de Jovens e Adultos, a EJA. Em 2025, mais de 2,25 milhões de estudantes estavam matriculados nessa modalidade em quase 30 mil escolas brasileiras. O número é ótimo, mas o desafio ainda é grande.
Nordeste concentra maior número
A queda, porém, não ocorreu de maneira uniforme no país. O Nordeste ainda concentrava 4,8 milhões das pessoas analfabetas em 2025, mais da metade do total brasileiro. A taxa na região era de 10,6%. No Norte, o índice ficou em 5,7%. Depois aparecem Centro-Oeste, com 3,3%, Sul, com 2,4%, e Sudeste, com 2,3%.
A idade também pesa bastante no resultado. Dos 8,4 milhões de brasileiros que não sabiam ler nem escrever, 4,9 milhões tinham 60 anos ou mais. Isso representa 58% do total de pessoas analfabetas do país.
Entre os brasileiros com 60 anos ou mais, a taxa de analfabetismo chegou a 13,8%. Se forem consideradas apenas as pessoas de 15 a 59 anos, o índice nacional cai para 2,6%.
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Quem é considerado analfabeto?
Pelo critério utilizado pelo IBGE, é considerada analfabeta a pessoa que não consegue ler e escrever um bilhete simples.
A taxa nacional saiu de 6,7% em 2016 para 4,9% em 2025. O dado de 2025 é o mais recente disponível e foi divulgado originalmente pelo IBGE em junho. A pesquisa passou por reponderação com base nos resultados do Censo 2022.
O MEC atribui parte do avanço dos indicadores à ampliação das políticas de alfabetização e da EJA. O Pacto também reúne ações do Programa Brasil Alfabetizado, formação de professores e expansão da educação profissional para jovens e adultos.
Mais de 2 milhões voltaram a estudar
Um dos caminhos para reduzir esses números é a Educação de Jovens e Adultos. Dados divulgados pelo MEC nesta quinta-feira, 10, mostram que 2.252.069 estudantes estavam matriculados na EJA em 2025. Eles estavam distribuídos por 29.696 escolas públicas e privadas.
A rede pública concentra a grande maioria: 2.084.947 matrículas em 28.204 escolas.
O Nordeste também possui a maior rede de atendimento da modalidade. Foram 1,2 milhão de matrículas em 2025. O Sudeste registrou 493,6 mil; o Norte, 255 mil; o Sul, 192,9 mil; e o Centro-Oeste, 105,2 mil.
Como voltar a estudar
Para quem deixou a escola e quer retomar os estudos, o governo federal criou o CadEJA, plataforma que registra o interesse por uma vaga na Educação de Jovens e Adultos.
Pessoas a partir dos 15 anos podem procurar uma oportunidade para concluir o ensino fundamental. Para o ensino médio, a idade mínima é de 18 anos.
No CadEJA, o interessado seleciona a opção “Quero voltar a estudar”, preenche os dados solicitados e aguarda o contato de um operador, que orienta sobre as oportunidades de matrícula disponíveis na região.
O sistema foi instituído pela Portaria nº 275 de 2026 e faz parte das ações do Pacto Nacional pela Superação do Analfabetismo e Qualificação da Educação de Jovens e Adultos.

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