Brasil bate recorde de exportações apesar do tarifaço de Trump; superávit cresce 39,4%

Notícia boa para a economia brasileira! O Brasil bateu recorde no comércio exterior em outubro de 2026. O superávit da balança comercial cresceu 39,4% e chegou a US$ 9,3 bilhões, contra US$ 6,7 bilhões no mesmo mês do ano passado. Os números foram divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) nesta sexta-feira (6). As tarifas impostas pelo presidente Trump, dos EUA, fizeram o Brasil encontrar novos mercados e faturar mais.
As exportações brasileiras também deram um salto de 20% e alcançaram US$ 37,8 bilhões. Já as importações somaram US$ 28,5 bilhões, um crescimento de 14,8%. Com isso, a movimentação total do comércio exterior chegou a US$ 66,3 bilhões, o maior valor já registrado para um mês de outubro desde o início da série histórica.
E o desempenho positivo não se limita a outubro. De janeiro até agora, o Brasil acumula um superávit comercial de US$ 71 bilhões, resultado 34,1% superior ao registrado no mesmo período de 2025. Isso significa que o país vendeu ao exterior US$ 71 bilhões a mais do que comprou de outros países.
Brasil supera pressão de Trump e amplia exportações
O resultado é ainda mais expressivo porque veio em um período de forte pressão comercial dos Estados Unidos sobre o Brasil. O presidente Donald Trump impôs tarifas adicionais a produtos brasileiros, medida que provocou preocupação entre empresários e economistas e levou a previsões de perdas bilionárias para setores da economia nacional. O governo Lula reagiu com medidas de apoio aos exportadores, negociações diplomáticas e a busca por novos mercados para os produtos brasileiros.
No fim de outubro, o vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o Brasil já havia aberto 700 novos mercados internacionais, uma estratégia para reduzir a dependência de determinados compradores. De janeiro a outubro, as exportações para a União Europeia cresceram 20% e chegaram a US$ 49,6 bilhões. As vendas para a China avançaram 10%, alcançando US$ 93,1 bilhões. E, apesar das tarifas, as exportações para os próprios Estados Unidos registraram crescimento de 87% somente em outubro. O Brasil também adotou medidas para dar mais prazo e flexibilidade às empresas afetadas pelo tarifaço.
A estratégia combinou a defesa dos interesses comerciais brasileiros, a diversificação de mercados e a manutenção do diálogo com Washington. Embora as tarifas americanas ainda prejudiquem determinados setores, os números divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços mostram que a economia brasileira conseguiu ampliar suas vendas ao exterior. A movimentação comercial de US$ 66,3 bilhões foi a maior já registrada para um mês de outubro, e o país alcançou recorde de exportações no acumulado dos dez primeiros meses de 2026.
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Exportações brasileiras crescem em vários setores
O resultado foi impulsionado pelo aumento das vendas de produtos brasileiros para o exterior, com destaque para a indústria extrativa, que registrou crescimento de 53,5% em outubro, na comparação com o mesmo mês de 2025.
A agropecuária também apresentou resultado positivo, com aumento de 12,8% nas exportações, que chegaram a US$ 7,63 bilhões. Já a indústria de transformação, responsável por produtos industrializados, cresceu 7,7% e exportou US$ 18,38 bilhões.
Entre os parceiros comerciais, as exportações brasileiras para os Estados Unidos cresceram 87% em outubro, enquanto as vendas para a União Europeia avançaram 32%.
Brasil também bate recorde no acumulado de 2026
Os dados divulgados pelo governo federal mostram que o comércio exterior brasileiro alcançou marcas históricas nos primeiros dez meses deste ano. As exportações somaram US$ 321,9 bilhões, crescimento de 11,2% em relação ao mesmo período de 2025. As importações chegaram a US$ 250,8 bilhões, alta de 6,1%.
A soma de todas essas operações atingiu US$ 572,7 bilhões, um novo recorde para o período de janeiro a outubro. O crescimento das exportações representa mais vendas de produtos brasileiros no mercado internacional e maior entrada de dólares no país. O resultado também fortalece setores da economia nacional ligados à produção, ao transporte e ao comércio exterior.
Os números são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao MDIC, e fazem parte das estatísticas oficiais da balança comercial brasileira divulgadas em 6 de novembro de 2026.

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