Adesivo poderá substituir agulha em vacinas: fim das picadas

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Comercial
O fim das picadas de injeções está chegando.
Um adesivo que é colocado na pele para aplicar vacinas, de forma barata e eficaz, foi apresentado durante a conferência TEDGlobal em Edimburgo, na Escócia.
O novo método do nano-adesivo abre caminho para vacinas de uso fácil, para doenças como a malária, por exemplo, segundo o pesquisador Mark Kendall, da University of Queensland, em Brisbane, Austrália.
“Substituir a agulha por um nano-adesivo pode transformar a prevenção de doenças mundo afora”, disse o inventor da tecnologia.
Outros especialistas deram boas vindas à novidade, mas disseram que o método pode não ser apropriado para todos os pacientes.
Aliada à água limpa e saneamento, ela cumpriu um papel fundamental no aumento da longevidade em todo o mundo, acrescentou. Mas para Kendall, talvez tenha chegado a hora de atualizarmos essa tecnologia.
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O nano-adesivo é baseado na nanotecnologia – que permite manipular a matéria em escala atômica e molecular, ou seja, em dimensões infinitamente pequenas.
Ele supera algumas das desvantagens mais óbvias de vacinas convencionais, como o medo da agulha e a possibilidade de contaminação provocada pelo uso de agulhas sujas.
Mas há outras razões pelas quais o método pode ser transformador, disse o professor.
Milhares de minúsculas saliências no adesivo perfuram a pele e liberam a vacina, que é aplicada, seca, sobre a pele.
“As saliências no adesivo trabalham com o sistema imunológico da pele. Nosso alvo são essas células, situadas a um fio de cabelo de distância da superfície da pele”, disse Kendall.
“Talvez estejamos errando na mira e deixando de atingir o ponto imunológico exato, que pode estar na pele e não no músculo, que é onde as agulhas tradicionais vão”.
Em testes feitos no laboratório de Kendall na University of Queensland, o adesivo foi usado para administrar a vacina contra gripe.
A equipe australiana disse ter notado que as respostas para vacinas aplicadas por meio do nano-adesivo foram completamente diferentes daquelas aplicadas com o uso da seringa tradicional.
“Isso significa que nós podemos trazer uma ferramenta completamente diferente para a vacinação”, disse o pesquisador.
A quantidade de vacina necessária, por exemplo, é muito menor – até um centésimo da dose normal.
O preço de “uma vacina que custa US$ 10 pode ser reduzido para US$ 0,10, o que é muito importante no mundo em desenvolvimento”, acrescentou.
História da agulha
A palestra de Kendall em Edimburgo teve uma simbologia histórica: há 160 anos, na capital escocesa, Alexander Wood pediu a primeira patente para a agulha e a seringa.
“A patente era quase idêntica às agulhas que usamos hoje. É uma tecnologia de 160 anos”, disse Kendall.
A série de conferências TEDGlobal (a sigla inglesa TED quer dizer “Think, Exchange, Debate” ou “Pense, Troque, Debata”) é realizada anualmente em diferentes partes do mundo.
Ela é financiada pela fundação privada sem fins lucrativos Sapling Foundation, que promove a circulação de grandes ideias pelo mundo.
Com informações da BBC.

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