Fim da pobreza no mundo em 20 anos, prevê Bill Gates

Bill_Gates_2013
Comercial
Até 2035, não sobrará quase nenhum país pobre no mundo.
A previsão otimista e audaciosa é de Bill Gates, 56, fundador da Microsoft e um dos maiores filantropos do mundo, em sua carta anual divulgada nesta terça-feira.
Gates acredita que em pouco mais de 20 anos, quase todas as nações serão o que chamamos hoje de renda média inferior (US$ 1.036 a US$ 4.085, segundo o Banco Mundial) ou mais ricas, e haverá pouquíssimos países de baixa renda (renda per capita de US$ 1035 ou menos).
A organização dele, Bill & Melinda Gates, tem patrimônio de US$ 40,2 bilhões e Bill já fez doações de US$ 28,3 bilhões.
Ele não acredita que suas expectativas sejam exageradamente otimistas. Ao contrário.
Na carta, faz uma crítica aos pessimistas, que insistem em dizer que “países pobres estão condenados a permanecer pobres”.
Para ele, esse é um de três mitos que atrasam o desenvolvimento.
O segundo mito é que “ajuda aos pobres é um grande desperdício” e o terceiro, que “salvar vidas pode levar ao excesso de população”.
Mundo Melhor
“Por quase qualquer medida, o mundo está melhor do que jamais foi. As pessoas estão vivendo mais, e vivendo vidas mais saudáveis; a pobreza extrema foi reduzida pela metade nos últimos 25 anos”, lembra Gates em sua carta.
Isso, no entanto, não é percebido nem celebrado pela maior parte das pessoas, que não vê os avanços, diz ele.
“As pessoas são prisioneiras de vários mitos, ideias equivocadas que desafiam os fatos; os mais prejudiciais são que os pobres vão continuar pobres, que esforços para ajudá-los são sempre um desperdício e que salvar vidas só vai piorar as coisas”, afirma Gates.
Divulgar notícias boas
“As boas notícias acontecem em câmera lenta; os países estão ficando mais ricos, mas é difícil captar isso em vídeo; a saúde está melhorando, mas não há coletiva de imprensa para divulgar as crianças que não morreram de malária.”
Gates afirma que a crença de que o mundo está piorando, de que não será possível acabar com doenças e que a pobreza extrema não é apenas equivocada, é prejudicial e pode brecar o progresso. “Faz nossos esforços parecerem inúteis.”
O filantropo e empresário também ataca os críticos da ajuda externa.
“Dizer que ajuda externa não funciona é apenas um pretexto para os políticos cortarem o orçamento de auxílio a outros países – e isso significaria que menos vidas seriam salvas”, escreve.
Generosidade
Segundo Gates, os EUA gastam em subsídios agrícolas o dobro do que despendem em ajuda a projetos de saúde. E gastam 60 vezes mais em assuntos militares.
O total de ajuda externa da Noruega, a nação mais generosa de todas, corresponde a 3% de seu orçamento. Nos EUA, é menos de 1% do orçamento.
“Não quero dizer que US$ 11 bilhões não sejam muito dinheiro; mas se pusermos em perspectiva, trata-se de US$ 30 para cada americano. Imagine se a declaração de imposto de renda perguntasse: ‘Posso usar US$ 120 dos impostos que você já está pagando para proteger 120 crianças do sarampo? Você diria sim ou não?”
Com informações da Folha.

Desconhecidos recolhem refrigerantes derramados na pista, devolvem ao motorista e vídeo bate 7 milhões
Idosa impedida de estudar pelo marido entra na universidade aos 65 anos: “uma alegria”
João Gomes faz homenagem à doutora Tatiana da polilaminina em show no Rio; vídeo
Policial que amamentou bebê abandonada no mato recebe homenagem; vídeo
Amizade genuína de jovem com idoso de 91 anos começou por ato de bondade
Professora ganha prêmio de US$ 1 milhão por transformar favelas em 800 salas de aula
Bombeira se aposenta, ganha homenagem e se emociona: “hora de cuidar de mim”; vídeo
Começa Feirão Limpa Nome; veja onde negociar dívidas com 99% de desconto
20 anos sem Gisberta, a brasileira que virou música e obrigou Portugal a combater a transfobia
Criança interrompe missa com gatinho e pede para o padre abençoar o felino; vídeo
Autista, filha de doméstica e pai analfabeto, é aprovada em Medicina: “quebra de ciclo histórico”