Igreja: passo para aceitar gays e divorciados

Foto: Vincenzo Pinto / AFP
Pela primeira vez, o Vaticano sinaliza que a Igreja pretende “garantir um espaço de fraternidade em sua comunidade” aos homossexuais. E quer rever o veto à comunhão existente hoje para os divorciados.
Segundo teólogos, a mudança de tom é clara: a condenação passa a dar lugar à conciliação e à acolhida.
O texto diz que os homossexuais têm “dons e qualidades a oferecer”. Fala ainda que os católicos casados, que se separaram, não podem ser discriminados, mas convidados a participar da Eucaristia.
O documento divulgado na segunda ainda é preliminar.
Ele resume os debates do Sínodo da Família, encontro iniciado há uma semana com a participação de 200 bispos.
As mudanças sinalizadas atendem ao pedido feito pelo papa Francisco, de discutir abertamente assuntos controversos para a Igreja.
Casamento gay
Ao mesmo em que acena com a mudança, o texto assinado pelo cardeal húngaro Péter Erdö, relator do Sínodo, reafirma que continua contra ao casamento gay e ao uso de métodos contraceptivos, conforme definido pela encíclica.
Discussão
Os temas polêmicos tratados durante o encontro deverão ser levados às comunidades com uma série de questionamentos.
Divórcio
Apesar de não estipular novas regras, ao menos por enquanto, o documento preliminar do Sínodo revela uma disposição da Igreja em alterar a forma de tratar católicos que se divorciaram.
Entre as propostas em estudo está a descentralização dos processos de nulidade matrimonial.
Hoje, a decisão final sobre esses casos é tomada por Roma e costuma demorar.
A ideia agora, defendida por parte das autoridades, é delegar essa tarefa a bispos diocesanos, mais próximos dos envolvidos.
Propostas
Uma das propostas analisadas diz que “seria necessário considerar a possibilidade de dar importância à fé dos noivos para determinar a validade do sacramento do matrimônio”.
Além de acelerar a dissolução dos casamentos, evitando o divórcio, é cogitado também iniciar o acolhimento a casais que não são casados nem na Igreja nem na esfera cível e autorizar pessoas já separadas a voltar a receber a Eucaristia – hoje, ela é vetada aos divorciados.
Em outra proposta, mesmo pessoas no segundo casamento poderiam ter essa chance, desde que acompanhadas de perto pela comunidade após cumprir uma etapa penitencial sob responsabilidade de um bispo.
Com informações do Estadão

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