Idoso ganha 52 milhões com vegetais congelados

Foto: divulgação
Em vez de viajar e descansar após a aposentadoria, o empresário Edi Luiz Deitos, preferiu empreender.
Em 2000, aos 62 anos, ele fundou a Grano, uma fábrica de verduras e legumes congelados em Serafina Corrêa (220 km a noroeste de Porto Alegre).
Hoje, aos 77, a empresa produz, em média, de 35 a 40 toneladas por dia e faturou R$ 52 milhões em 2014.
O lucro não foi divulgado.
Antes de abrir o negócio, Deitos trabalhou por 33 anos como diretor financeiro de um frigorífico na mesma cidade, que, no final da década de 1980, foi comprado pela Perdigão.
O empreendedor continuou na empresa até 1998, quando se aposentou. “No final da minha carreira, já pensava em empreender depois que parasse de trabalhar”, afirma.
Por trabalhar em um frigorífico, Deitos percebeu que a oferta de carnes congeladas era grande, no entanto, havia uma carência de legumes congelados no mercado.
A partir daí, ele se reuniu com agricultores e firmou parcerias para o cultivo. Hoje, 200 produtores rurais são fornecedores da fábrica.
“Fornecemos as sementes para o agricultor e acompanhamos o cultivo. Em troca, ele nos vende toda a produção”, afirma.
“Isso é bom para o produtor, porque ele já sabe o quanto vai receber ao final do plantio e não tem risco de ficar com a mercadoria encalhada.”
O investimento para abrir a fábrica foi de R$ 1,6 milhão, segundo o empresário. Parte foi custeada por um fundo de investimentos, que entrou como sócio do negócio, e o restante veio de empréstimos bancários.
Legumes
O brócolis congelado é o carro-chefe da empresa e representa 40% das vendas. A linha de produtos tem couve-flor, milho, ervilha, batata, mandioca, cenoura e seleta de legumes.
As embalagens têm de 300 g a 1 kg. Os principais clientes são restaurantes, lanchonetes, hospitais e supermercados.
O negócio
No início, Deitos afirma que foi necessário muito esforço para convencer os produtores locais, que viviam da criação de porcos, a cultivarem legumes, mas, com os anos, a parceria se firmou e a empresa se tornou madura.
O empresário, então, decidiu se distanciar do dia a dia da gestão do negócio para assumir a presidência do conselho de administração.
“Nesses 15 anos, profissionalizamos a gestão para que a fábrica siga sem a minha participação”, afirma. Apesar disso, não pretende se afastar do trabalho estratégico, que também toma tempo.
“Enquanto for útil para a empresa, continuarei trabalhando e ajudando com minhas opiniões.”
Ele madruga
Deitos diz acordar às 5h30 todos os dias para fazer uma caminhada antes de ir para o escritório, onde chega entre 7h30 e 8h.
A jornada de trabalho do empresário é de dez horas diárias. “Também faço muitas viagens de negócios a Porto Alegre e São Paulo e visito frequentemente os produtores rurais”, declara.
Serviço
Grano Alimentos: www.grano.com.br
Com informações do UOL

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