Brasil terá teste de HIV nas farmácias: prevenção à Aids

Chega de medo ou vergonha. O brasileiro poderá fazer seu teste de HIV com mais facilidade e privacidade.
As farmácias brasileiras devem começar a vender testes para detecção do vírus a partir do primeiro semestre de 2016.
A novidade foi anunciada nesta terça-feira (1º) pelo Ministério da Saúde em coletiva de imprensa para divulgar os dados mais recentes sobre Aids no Brasil. (números abaixo)
“Espera-se que, até o final do primeiro semestre do ano que vem, qualquer brasileiro possa comprar seu teste de HIV na farmácia, levar para casa e fazer o teste”, disse o médico Fábio Mesquita, diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde.
Até o momento, testes de HIV eram feitos somente com intermédio de profissionais de saúde em laboratórios, centros de referência e unidades de testagem móvel.
A resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que autoriza o registro de produtos para autoteste de HIV foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (30).
Segundo Mesquita, os testes de farmácia devem alcançar um nicho da população que deixa de se testar por vergonha de ir a um serviço de saúde ou pedir o exame ao seu médico.
O preço do teste não foi revelado, mas há informações de que custaria algo em torno R$ 8 a R$ 10.
Teste de farmácia
Nos Estados Unidos o teste de farmácia foi aprovado em julho e é chamado exame de HIV caseiro. Ele apresenta o diagnóstico em menos de uma hora e estará disponível para venda até o final do ano.
Foram anos de controvérsia. E um dos motivos era o seguinte: se o resultado for positivo, quem dará apoio psicológico à pessoa que acabou de se submeter ao teste?
Agora, após quase sete anos de análise, o FDA (órgão que regulamenta medicamentos e alimentos nos EUA) liberou teste para venda em farmácias.
O procedimento é rápido e simples: basta colher material da gengiva, esfregando-a com um tipo de cotonete, para, de 20 a 40 minutos depois, obter o resultado.
Por que isso é bom? Se o portador iniciar o uso do coquetel contra a Aids logo após ser infectado, as chances são de mais ou menos 95% de que não transmita o vírus para outros. Além disso, o prognóstico dele é também bem melhor quando o tratamento começa cedo.
Mais: hoje, com as drogas disponíveis, Aids não é mais sentença de morte. É uma doença que, como o diabetes, tem que ser controlada.
Precisão
O teste de farmácia funciona como um teste de gravidez. A pessoa faz o teste em casa, por meio da coleta da saliva.
A saliva de soropositivos contém grandes quantidades de anticorpos contra o HIV, mas baixa carga viral. É por esse motivo que o kit de testagem rápida para HIV utiliza amostras de saliva para detectar ou não o vírus.
O teste – de nome comercial OraQuick – não é 100% preciso.
Uma em cada 12 pessoas pode ter um falso negativo.
Já as chances de falso positivo são bem menores, sendo um para cerca de 5 mil pessoas.
O maior problema, porém, é a chamada ‘janela temporal’: uma pessoa leva cerca de três meses para desenvolver anticorpos para a Aids – e são esses anticorpos que são detectados no teste agora aprovado.
Nesse caso, o melhor é mesmo procurar ajuda de um profissional ou centro de tratamento, para aconselhamento sobre a melhor estratégia a adotar.
Infecção no Brasil
Dados do novo Boletim Epidemiológico de HIV, divulgados nesta segunda-feira, mostram que a taxa de detecção de HIV caiu, mas muito pouco: foi de 20,4 novos casos a cada 100 mil habitantes, em 2013, para 19,7 novos casos a cada 100 mil habitantes em 2014.
O Ministério da Saúde estima que existam aproximadamente 781 mil pessoas vivendo com HIV no Brasil, das quais 83% foram diagnosticadas. Estão em tratamento 405 mil pacientes.
A meta do governo é que, até 2020, 90% das pessoas com HIV sejam diagnosticadas. Entre os diagnosticados, o objetivo é que 90% estejam em tratamento, dos quais 90% tenha a carga viral zerada. É a chamada meta “90 – 90 – 90”.
Cuidado com jovens
Seguindo uma tendência observada nos anos anteriores, o número de novos casos é maior entre os jovens.
“Nos preocupa a situação dos jovens. A Aids precisa ser encarada com a seriedade devida”, disse o ministro da Saúde, Marcelo Castro.
Com informações do G1 e CiênciaHoje

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