Maratonista de 99 anos diz que “esporte é farmácia”

Imagine chegar aos 99 anos na ativa, forte, como maratonista!
Um morador de Peruíbe, litoral sul de São Paulo conseguiu.
Considerado um dos mais velhos em atividade, ele conquistou medalha de prata desafiando atletas bem mais novos.
Frederico Fischer, que completou 99 anos nesta quarta-feira, 6, é maratonista e pratica o pedestrianismo desde 1931.
Nem de longe ele aparenta a idade e continua competindo, viajando o mundo e batendo recordes atrás de recordes.
Filho de alemães, ele mora há 29 anos em São Paulo e esbanja vitalidade. É reconhecido como um dos corredores mais experientes por associações de pedestrianismo espalhadas por todo o mundo.
Receita
A maior lição, segundo Fischer, é não parar jamais. “Manter o corpo sempre em movimento ajuda a ‘lubrificar’ as engrenagens das pernas e braços e deixa os pensamentos mais leves”, disse em entrevista ao G1.
O atleta Fischer não mantém nenhum ritual específico no dia a dia. Ele afirma que gosta de comer o “bom e velho arroz com feijão”. Dorme cedo, ajuda a esposa em casa, brinca com os cachorros e costuma treinar duas vezes por semana na praia.
O treinamento, porém, precisou ser interrompido nos últimos meses. Fischer teve dengue no ano passado e a doença acabou enfraquecendo os músculos. Mesmo depois disso, ele chegou a viajar para Lyon, na França, em agosto, onde participou de uma competição internacional.
Esporte é farmácia
“Tinha uma época em que eu trabalhava em uma empresa da família em Mauá e fiquei um tempo sem correr, sem pular, sem fazer esporte com frequência. Eu tinha uns 50 anos e estava com a cabeça cheia, com muito ‘pepino’ para resolver. Foi então que decidi tirar um dia para correr e, quando terminei o treino, percebi que o esporte fez bem para mim. As ideias vieram e foi mais fácil esfriar a mente e resolver o que precisava. O esporte é uma ótima farmácia”, relembra Fischer, que é contador aposentado.
História
Apaixonado por esportes, o decatleta – competição de atletismo com mais de dez provas – lembra que o trabalho sempre esteve em primeiro lugar e o esporte era apenas um complemento. O pai dele morreu cedo, portanto, ele e os outros cinco irmãos tiveram que cuidar um do outro.
A primeira medalha dele chegou em 1938, dois anos depois de ele entrar para o Clube Tietê, em São Paulo. Foi lá que conheceu dona Teresa, que também era atleta, mas anos depois se tornaria enfermeira e esposa de Fischer.
Eles casaram em 1947. “Já são 68 anos”, destaca ele, ao lado da esposa, em um quarto da casa de praia, que está repleto de medalhas e fotos.
“As pessoas que tinham mais de 40 anos e faziam exercícios eram consideradas loucas. Eu me sinto mal se eu não correr. O idoso deve fazer exercício”, ensina.
Vitórias
Fischer não sabe ao certo quantas competições já participou, nem quantas medalhas já ganhou. Em um pedaço de papel, ele anota os principais números conquistados e as viagens.
O documento começa com os melhores resultados no passado, quando foi campeão Paulista nos 400 metros com barreiras, em 1945. Depois, foi campeão Paulista no decatlo em 1948.
Já como veterano, entre os 50 e os 80 anos, ele participou dos mundiais em Hannover, na Alemanha, onde ficou em 5º lugar no arremesso de peso. Em Melbourne, na Austrália, ficou em 3º nos 100 metros com barreiras. Em Miyasaki, no Japão, foi vice campeão nos 400 metros rasos.
Já em Puerto Rico, ele foi primeiro colocado nos 100, 200 e 400 metros e arremesso de disco e lançamento de martelo. Na Espanha e na Itália, também conquistou resultados importantes e recordes mundiais.
“Sem contar os brasileiros e sulamericanos. Já fiz muita coisa. Agora é difícil pensar lá na frente. A idade vai deixando a gente mais cansado. Se der pra correr mais alguma prova, eu corro sim”, finaliza.
Com informações do G1

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