Aposentados passam 57 anos viajando para 95 países

Um casal decidiu passar o resto da vida da melhor forma possível. Aposentados, eles estão viajando ao redor do mundo e hoje somam 57 anos de viagens contínuas, com passagens por 95 países. A vida que muita gente sonha ter, eles conseguiram realizar!
As viagens começaram no fim da década de 1960, pouco depois do casamento, quando decidiram viajar pela Europa e pela Ásia antes de se estabelecer temporariamente na Austrália. Desde então, as viagens passaram a fazer parte da organização financeira e do estilo de vida do casal.
Hoje, aos 78 e 85 anos, Ann e Alan Cooper mantêm uma média de duas viagens internacionais por ano. Eles priorizam custos reduzidos, uso de transporte público e hospedagens simples, o que permitiu sustentar o ritmo ao longo de décadas. Maravilhosos, não é?
Início das viagens
Ann e Alan começaram a viajar em 1969. A a ideia inicial era emigrar para países como Austrália ou Canadá. Eles juntaram dinheiro e compraram uma van. Com o veículo, o casal conseguiu fazer as primeiras rotas por terra, atravessando parte da Europa e da Ásia.
O trajeto incluiu países como Irã, Afeganistão e Paquistão, além de uma estadia de aproximadamente seis meses na Índia. A chegada à Austrália ocorreu apenas em 1971, após atrasos causados por conflitos no Oriente Médio que interromperam rotas marítimas.
O casal permaneceu por dois anos e meio no país antes de retornar ao Reino Unido, já com o primeiro filho. Nesse período, as viagens foram reduzidas, mas não interrompidas.
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Viagens conciliadas com trabalho e família
Durante a criação dos dois filhos, Ann e Alan adaptaram o ritmo de viagens. Eles aproveitavam períodos de férias acumuladas para realizar deslocamentos mais longos, geralmente com duração de até um mês.
As viagens incluíam acampamentos e trajetos de bicicleta, sempre com planejamento financeiro voltado à economia. Segundo o casal, a prioridade era manter a possibilidade de viajar, mesmo com orçamento limitado.
A retomada mais intensa aconteceu por volta do aniversário de 25 anos de casamento, no início dos anos 1990. A partir desse momento, passaram a realizar viagens mais longas, de até seis semanas, duas vezes por ano.
Organização financeira
O estilo de viagem adotado ao longo dos anos foi baseado em contenção de gastos no cotidiano. Ann trabalhou como conselheira matrimonial e assistente social, enquanto Alan atuou em fábrica e posteriormente no sistema prisional.
De acordo com eles, a maior parte da renda foi direcionada para viagens. O casal afirma que evitava despesas consideradas supérfluas, como refeições frequentes fora de casa, consumo de álcool ou compra de itens não essenciais.
“Tudo o que ganhamos foi, em grande parte, destinado às viagens”, afirmou Ann ao SWNS. “A ideia sempre foi manter um padrão simples em casa para viabilizar os deslocamentos.”
Destinos fora do circuito tradicional
Ao longo das décadas, o casal priorizou destinos menos procurados por turistas, incluindo países da África, Ásia e Oriente Médio. Entre os locais visitados estão Bangladesh, Ruanda, Mali e Sri Lanka.
Eles também realizaram viagens extensas por regiões como a África, em trajetos feitos por terra com grupos de viajantes, e pela América do Sul, incluindo visitas ao Peru e à Argentina.
Segundo Ann, o interesse por história e política influenciou a escolha de destinos. “Muitos lugares visitados tinham passado recente de conflitos, e havia interesse em entender os processos de reconstrução”, explicou.
Logística simples
A organização das viagens costuma ser feita de forma básica. Em muitos casos, o casal reserva apenas a primeira noite de hospedagem e define o restante do trajeto ao longo da viagem.
O uso de transporte público é frequente, incluindo ônibus e trens. Hospedagens variam entre hostels, campings e pequenas pousadas, sempre com foco em custo reduzido.
“Se houver um quarto com itens básicos, já é suficiente”, disse Ann. “A ideia é manter flexibilidade e adaptar o percurso conforme a disponibilidade local.”
Continuidade após a aposentadoria
Após a aposentadoria de Alan, aos 60 anos, o casal ampliou o número de destinos visitados. Novas viagens incluíram países da Oceania, como Nova Zelândia, além de ilhas no Pacífico e roteiros pela América.
Mesmo com o avanço da idade, eles mantêm o planejamento de continuar viajando enquanto considerarem viável. A viagem mais recente foi para Ruanda, realizada poucas semanas antes da entrevista.

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