Aposentado transforma lixão em área de lazer para vizinhos

Sabe aqueles terrenos baldios, que porcalhões aproveitam para jogar entulho?
O motorista aposentado José Luis Passos, de 59 anos, morava ao lado de um lixão desses, mas não suportou!
Em vez de ficar esperando ajuda de políticos, ele arregaçou as mangas e transformou a área, que durante mais de uma década serviu para depósito de lixo.
“Era uma área horrível, uma anarquia de lixo e fedor. O caminhão do lixo saía e, dois minutos depois, tinha carroça encostando para largar entulho e animais mortos. Ninguém podia passar por aqui. Quando dava o meu endereço em algum lugar, ouvia sempre “ah! você mora dobrando o lixão ali?”. Cansei de ouvir isso. Me motivou a ter vontade de limpar a área”, disse ao Zero Hora.
O local – que fica na a esquina da Avenida A. J. Renner com a Rua Adelino Machado de Souza, na Vila Farrapos, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul – ganhou “novo visual” há três meses.
Cansado de ver ratos caminhando pela calçada no lugar de pessoas, ele convidou moradores para limpar o trecho de cerca de 100m ao longo de uma cerca de concreto.
Ajuda
A mobilização conquistou os comerciantes locais — que contribuíram com pneus, mudas de flores e de árvores e saibro para preencher o terreno fétido.
Até a prefeitura acabou ajudando, com uma máquina para retirar o que restou.
Para evitar a volta dos porcalhões, que despejavam entulho no local, ele sinalizou a área com fita.
“Algumas vizinhas se ofereceram para ajudar, quando me viram com pá e ancinho. Gosto de falar e, aos poucos, vou motivando as pessoas. Tem um veterinário do bairro que me doou parte das flores e das árvores frutíferas. Uma senhorinha trouxe diferentes chás. Ganhei 50 pneus de uma vulcanizadora e outros dez, de uma mecânica. No total, tenho 150 pneus que se tornaram canteiros. Dei o primeiro passo, e a comunidade ajudou.”
O aposentado ganhou o apelido de zelador, depois da benfeitoria. Ele chama a pracinha que criou de pátio…
“Coloquei o meu trabalho neste lugar. Limpei, botei terra, capinei, plantei árvore, botei os pneus e pintei. Todos os dias, venho bem feliz. Gosto de fazer isso. Alguém precisa fazer, ou o lugar voltará a ser lixão. Me sinto satisfeito pelo objetivo alcançado.”
Sonho
“Meu sonho é ver a comunidade usando este espaço para o bem próprio. Ficarei por aqui até colocar na cabeça das pessoas que não podemos jogar lixo em qualquer espaço. Limpamos a área e assustamos eles (carroceiros e carrinheiros). Eles mesmo vêm aqui com a carroça e dizem ‘pô, como ficou legal isso aqui, tchê! Antes eu botava lixo aqui, agora não boto mais porque vi que tá legal’ Se cuidarmos, a coisa andará e se encaminhará para um final feliz.”
Com informações do ZeroHora

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