Gari doa 25% do seu salário para manter trabalhos sociais

Quem tem menos é quem mais doa. Um gari, que recebe um salário mínimo por mês – R$ 880 – doa R$ 200 do seu pagamento para ajudar pessoas carentes.
Isso representa quase 25 por cento do dinheiro que Emerson Alexandre Del Prado, de 39 anos, ganha mensamente.
Conhecido como “Abençoado”, ele é faxineiro em um supermercado e um dos fundadores da ONG Sciences, que faz trabalhos sociais em áreas carentes de Suzano, na Grande São Paulo.
A ONG, que fica na casa da mãe dele, atendeu em 20 anos mais de 500 pessoas, boa parte moradores de rua. O projeto distribui roupas, livros alimentos e visita hospitais, asilos e escolas.
“Às vezes aperta o mês, mas eu nunca desisti do projeto. No tempo de criança eu passei necessidade também. Eu morei em um barraco e sei como é. Às vezes não tinha alimento e no café da manhã era chá de erva cidreira ou água com açúcar”, contou ao G1.
Hoje, se falta dinheiro, ele pede doação. Se ainda assim não consegue, recolhe material reciclável para vender.
Alexandre também conta com o apoio de alguns amigos e de sua irmã para manter o trabalho.
No período da manhã, antes de ir trabalhar, ele visita as pessoas que a instituição acompanha e também busca doações de porta em porta.
“Os recursos são poucos, tudo é feito pedindo. O povo me vê na rua e sai correndo porque sabe que eu vou pedir alguma coisa”, brinca.
Com informações do G1

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