Corrente do bem salva menina que tinha tumor gigante no rosto

A menina Melyssa Delgado Braga, de 3 anos, que tinha um tumor do tamanho de uma bola de futebol, entre a cabeça e o pescoço, foi salva graças a uma verdadeira corrente do bem no Brasil e nos EUA.
O tumor agressivo pesava 2,5 quilos. Ele apareceu do lado esquerdo do rosto e começou a crescer em 2014, quando a menina tinha 1 ano.
Um médico brasileiro, que vive há quase 10 anos nos Estados Unidos, soube do caso pela internet e decidiu ajudar.
Celso Fernando Palmieiri Jr., que é cirurgião buco-maxilo-facial, mostrou a o tumor da menina ao chefe dele no Hospital LSU Health Shreveport.
O tumor era um mixoma odontogênico e o chefe liberou para fazer a cirurgia da criança graça, com direito a apartamento para que a família se hospedasse durante todo o período em que Melyssa ficasse nos Estados Unidos.
O tratamento custaria entre US$ 300 e 500 mil – mais de R$ 1 milhão.
Campanha
Para pagar as despesas e a viagem, a família também teve ajuda. Fez uma campanha na internet e arrecadou R$ 80 mil.
Melyssa viajou com os pais e um irmão no dia 9 de dezembro para os Estados Unidos.
A cirurgia foi no dia 20 de dezembro.
“Foi uma cirurgia de 8 a 10 horas para a retirada do tumor. Não teve nada muito diferente a não ser por ter sido de um tamanho grande. A proporção que ele tomou é que o tornou mais raro. O tumor estava começando a comprimir as vias aéreas”, explica ele.
Após a cirurgia, Melyssa ficou internada no Hospital LSU até o fim de janeiro. Ela voltou ao Brasil no mês passado.
“É uma sensação de felicidade, gratidão e muito alívio. Foi a situação mais difícil que já vivemos. Agora, queremos aproveitar e viver a rotina que sempre sonhamos. Só queremos que ela seja feliz, tenha uma infância”, disse Caroline quando chegou no aeroporto de Guarulhos.
A cirurgia
Segundo Palmieri, a cirurgia foi bem sucedida e o tumor foi retirado com uma margem de segurança.
Uma parte da mandíbula também teve que ser retirada, onde foi colocada uma placa de titânio.
Melyssa pode ter uma vida normal, com alguns cuidados para que não tenha quedas ou algum trauma na região da mandíbula.
“A menina vai crescer e, em algum momento, terá que trocar a placa e fazer uma cirurgia de reconstrução para fazer um enxerto ósseo”, afirma o médico.
Ele conta que curar uma brasileira com os recursos americanos trouxe satisfação e alegria, ainda mais estando bem longe do seu país.
“Ver uma criança, uma família pedindo ajuda para o tratamento da filha, a gente se comove. De repente, pequenas ações podem resultar em grandes coisas para as pessoas”, concluiu Palmieri.
Por decisão editorial, não vamos exibir a foto da Melyssa antes da cirurgia. Isso é passado!
Com informações do G1

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