Jovens de escola pública vão estudar e jogar nos EUA

Duas brasileiras, ex-alunas da rede pública, ganharam bolsa-atleta estudar e jogar nos Estados Unidos. Sabe qual a contrapartida?
Para fazer a faculdade de graça elas terão que tirar boas notas e jogar bola, em troca das despesas com mensalidade, hospedagem, transporte e alimentação.
Tudo pago pela William Carey University, no Mississipi e Trinidad State Junior College, no Colorado.
História
Ana Paula Silva Santos e Thayla Ventura Grigório, ambas de 19 anos, são da zona leste de São Paulo e jogam futebol desde criança.
Thayla gostava de bater bola com o irmão e os primos na rua.
Ana Paula já participava de times desde bem novinha, mas sempre times de meninos. Só aos 14 anos ela integrou a primeira equipe formada apenas por meninas.
Preconceito
As duas enfrentaram o principal desafio: o machismo.
“Cansamos de ouvir coisas do tipo: ‘não tem louça para lavar?’, ‘futebol é coisa de moleque’, ou xingamentos como ‘mulher macho'”, conta Thayla.
Ana Paula reforça que o preconceito não vem apenas de meninos, mas das próprias garotas.
Mudança
A virada de página na vida das duas aconteceu depois que Thayla e Ana Paula entraram no projeto chamado Estrelas do Esporte, que alia a prática de esportes, curso de inglês e aulas de liderança exclusivamente para alunos da rede pública.
O programa é uma parceria entre Sesc e Consulado Americano.
As duas se conheceram no projeto em 2013, ainda no ensino médio e passaram a jogar juntas no Sesc Itaquera.
Mas a vontade de fazer faculdade do exterior veio após viajarem na equipe do Estrelas para o estado do Tennessee, nos Estados Unidos
“Eu tinha um sonho, mas achava que era impossível, que era algo só para ricos. Mas fui para o Tennessee e conheci o time feminino, conhecemos o estádio onde só tinha jogo feminino. Isso me marcou”, diz Thayla.
O apoio
Foi pelo sonho que elas chegaram ao EducationUSA, organização americana que apoia alunos brasileiros de baixa renda no processo de candidatura para as universidades americanas, inclusive arcando com os custos da inscrição (o application).
O application de atletas exige o currículo esportivo, vídeo e carta de recomendações de treinadores.
As brasileiras vão fazer graduação em educação física.
Thayla quer trabalhar com futebol feminino e retribuir as oportunidades que teve.
Ana Paula sonha em entrar para a Liga Nacional dos Estados Unidos.
“Mas se eu não conseguir, eu tenho meu diploma, vou poder exercer minha profissão, ajudar pessoas como todos os meus professores já me ajudaram, e vou voltar feliz.”
A única desvantagem é a distância de 1.400 quilômetros entre a faculdade de uma e da outra, e da família, que ficará no Brasil.
Com informações do G1

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