Tratamento contra câncer de mama que não cai cabelo já está disponível no SUS

O tratamento contra o câncer no Brasil ganhou uma novidade em 2026: o pembrolizumabe passou a ser oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A imunoterapia, que já era usada na rede privada, amplia as opções de atendimento para pacientes com diferentes tipos de tumor, incluindo o câncer de mama em alguns casos.
A mudança vem de um acordo fechado em março entre o Ministério da Saúde, o Instituto Butantan e a farmacêutica MSD. A parceria prevê a produção do medicamento no Brasil, o que deve facilitar o acesso e, com o tempo, ajudar a reduzir os custos.
Um detalhe que chama atenção é que o tratamento não causa queda de cabelo, algo comum na quimioterapia. Mesmo assim, o uso do medicamento depende de indicação médica e do tipo de câncer, seguindo critérios específicos.
Como funciona o pembrolizumabe
O pembrolizumabe é um tipo de imunoterapia. Em vez de atacar diretamente o tumor, ele ajuda o próprio sistema imunológico a identificar e combater as células cancerígenas.
Na prática, o medicamento bloqueia estratégias que o câncer usa para “se esconder” do organismo. Com isso, as células de defesa conseguem agir de forma mais eficiente.
Esse funcionamento é diferente da quimioterapia tradicional, que destrói tanto células doentes quanto saudáveis. Aqui, a ideia é fortalecer a resposta natural do corpo.
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Em quais casos ele é usado
O uso do pembrolizumabe varia de acordo com o tipo e o estágio do câncer. Em alguns casos, como o melanoma, os resultados já são mais consistentes, com estudos mostrando aumento na sobrevida.
Já em outros tumores, incluindo o câncer de mama, os efeitos podem variar. A indicação depende de fatores clínicos, como as características do tumor e a resposta a outros tratamentos.
Especialistas explicam que a imunoterapia não substitui totalmente outras formas de tratamento, mas amplia as possibilidades. Em alguns casos, ela pode ser usada junto com outras abordagens.
Produção no Brasil e acesso pelo SUS
A produção nacional do pembrolizumabe é um dos pontos principais do acordo firmado em 2026. Com isso, o Brasil reduz a dependência de importações e ganha mais controle sobre a oferta do medicamento.
Hoje, na rede privada, o custo ainda é alto, podendo chegar a cerca de R$ 27 mil por sessão. Com a entrada no SUS, a expectativa é que mais pessoas tenham acesso ao tratamento.
Segundo o Ministério da Saúde, a oferta vai acontecer de forma gradual, seguindo protocolos clínicos e critérios definidos para cada tipo de câncer.

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