Spotify exclui da lista bandas com discurso de ódio

A maior empresa de streaming de música do mundo disse não ao discurso de ódio.
O Spotify removeu do seu acervo bandas que com esse tipo de letra, pra dar um “cala boca” nos recentes protestos racistas nos Estados Unidos.
Não foram dados detalhes das bandas removidas mas, o aplicativo usa como parâmetro uma lista organizada pela ONG Southern Poverty Law Center, com artistas que disseminam temas relacionados ao racismo e ao nazismo em suas músicas.
Em comunicado enviado à revista “Billboard”, o Spotify afirma que seu catálogo vem de centenas de milhares de gravadoras e agregadores de todo o mundo, que são os primeiros responsáveis pelas músicas.
“Conteúdo ilegal ou materiais que incitem violência ou ódio contra raça, religião, sexualidade ou similares não é tolerado por nós. O Spotify toma medidas imediatas para remover quaisquer desses materiais”.
Estamos felizes de termos sido alertados sobre esse conteúdo e já ter removido muitas das bandas identificadas, enquanto revemos urgentemente o restante”, escreve a plataforma.
História
Toda essa movimentação acontece depois que Paul Resnikoff, fundador da Digital Music News, apontou nesta segunda, 14, 37 bandas que defendem a supremacia branca e podiam ser encontradas no Spotify.
“Na esteira de violentos confrontos em Charlottesville e do crescimento das vozes racistas pós-Trump, a presença da música de supremacia branca no Spotify assume um aspecto diferente”, escreveu ele.
Resnikoff usou o próprio sistema de bandas relacionadas do site para criar a lista, composta majoritariamente por bandas de sonoridade extrema.
A Deezer, Apple Music, Napster e Tidal, que oferecem o mesmo serviço que o Spotify, ainda não confirmaram se também vão excluir de seu acervo grupos relacionados a discursos de ódio.
Com informações da Uol

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