Honestidade de motorista de Uber do RJ emociona a web

A honestidade de um motorista de Uber do Rio de Janeiro viralizou nas redes sociais. Já foi curtida mais de 600 mil vezes e teve 111 mil compartilhamentos.
João Luis Lima recebeu em seu carro a estudante Ana Beatriz Oliveira, que estava com dor de garganta e ia a um posto de saúde com sua avó.
A corrida durou 15 minutos e custou R$ 12, mas a avó de se enganou ao dar uma gorjeta ao motorista.
“Minha avó pegou na carteira 10 reais e viu duas notas azuis enroladas. Como achou que eram duas notas de R$ 2, entregou-as ao motorista”, conta a jovem.
Na verdade as duas notas eram de cem reais, dinheiro que havia sobrado de sua aposentadoria da vovó.
João Luis Lima, o motorista, diz que não conferiu o dinheiro porque ficou sem graça com a bondade da senhora.
“Ela me disse ‘pode ficar com o troco’, e me entregou o dinheiro. Quando eu peguei, vi que tinha uma nota de R$ 10 por fora, enrolando duas outras notas azuis por dentro. Como fico envergonhado de conferir a quantia quando me dizem para ficar com o troco, só agradeci e parti para outra corrida”, disse o motorista ao #VirouViral da Veja.
Na viagem seguinte, quando João teve de dar troco a um casal, ele percebeu que tinha mais dinheiro que deveria e lembrou da gorjeta da vovó.
“Vi duas notas de cem e logo lembrei da senhorinha. Saí correndo direto, com medo de não encontrá-las. Quando cheguei, vi que estavam na fila para o atendimento”, conta.
Ana contou em sua publicação no Facebook, na semana passada, como o motorista falou para ela e a avó sobre a confusaão:
“Senhora, você quase me matou do coração. Ao invés da senhora me dar R$14,00 (uma nota de dez e duas de dois), a senhora me deu R$210,00 (uma nota de dez e duas de cem)”.
E o motorista também ficou surpreso:
“A reação delas foi muito interessante, pois não acreditavam que eu estava devolvendo o dinheiro”, conta ele.
“Minha avó disse a ele: ‘quem devolveria esse dinheiro?’. O que mais me tocou foi que ele respondeu a ela que a quantia não era dele, e que, portanto, deveria retornar ao dono. Não nos deparamos sempre com uma atitude dessas”, afirma a carioca.
Ética
“Eu era instrutor de treinamentos em uma empresa de transportes e sempre ensinava que devemos ser éticos. Devolver aquele dinheiro era algo natural para mim, por isso nunca esperei que essa atitude fosse ter essa repercussão”, afirma.
Honesto e trabalhador, João perdeu o emprego e hoje trabalha durante o dia como caminhoneiro e como uber à noite.
“Eu comecei como motorista e fui promovido. Mas a crise fez com que eu perdesse meu emprego e, por isso, voltei a dirigir caminhão. Eu faço esse trabalho até às 18h e, depois, começo as corridas na Uber para ganhar uma renda extra. Quem sabe essa não é a minha chance de voltar ao meu antigo emprego?”, questionou.
Com informações da Veja

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