Fechado lixão da Estrutural, 2º maior do mundo: após 60 anos

O segundo maior lixão a céu aberto do mundo foi definitivamente fechado neste sábado, 20, após 60 anos de espera!
As portas do aterro controlado do Jóquei, conhecido como lixão da Estrutural, foram trancadas pelo governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg.
“Viramos essa página vergonhosa da história da nossa cidade”, disse o governador.
Com 201 hectares e 830 mil toneladas aterradas em 2016 – imagine a contaminação provocada no lençol freático – a área fica próxima ao Parque Nacional de Brasília e a cerca de 20 quilômetros da Esplanada dos Ministérios.
Rollemberg definiu o fechamamento como um salto civilizatório para Brasília e para o País e lembrou que a medida cumpre a Política Nacional de Resíduos Sólidos.
Agora, o lugar ficará restrito para o descarte de resíduos da construção civil.
Pelos próximos dias, esse tipo de material deve ser destinado aos distritos rodoviários do Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER-DF), para posteriormente seguirem à área do já extinto lixão.
Pra onde vai o lixo
Com o fechamento do lixão, os resíduos vão para o Aterro Sanitário de Brasília.
O aterro está em funcionamento há cerca de um ano e recebeu 214 mil toneladas de resíduos – a média diária é de 800 toneladas.
Em novembro do ano passado, o terreno recebeu uma manta de impermeabilização de 22 mil metros quadrados para evitar a contaminação do solo e dos lençóis freáticos.
“É uma etapa fundamental para que possamos receber resíduos de forma adequada, protegendo o meio ambiente e as pessoas”, ressaltou o governador.
Catadores de material reciclável trabalharão em galpões de triagem
Oito organizações de catadores de material reciclável foram selecionadas para trabalhar nos galpões de triagem alugados pelo governo de Brasília.
Os cinco galpões ficam nos Setores de Indústria e Abastecimento (SIA) e Complementar de Indústria e Abastecimento (SCIA), no Setor de Armazenagem e Abastecimento Norte (Saan) e em Ceilândia.
Recompensa aos catadores
Devido à redução da demanda de resíduos com a desativação do aterro controlado, os trabalhadores receberão uma compensação financeira temporária de R$ 360,75.
Além do que receberão pela venda do material reciclável, o governo pagará às cooperativas até R$ 350 por tonelada triada.
As remunerações serão de R$ 250 (para aproveitamento de até 40% dos resíduos separados); de R$ 300 (de 40% a 70%); e de R$ 350 (para mais de 70%).
“Por isso podemos hoje fechar o lixão em paz, com a valorização dessa profissão tão importante do ponto de vista ambiental, que é o catador de material reciclável”, avaliou o governador.
“Daremos condições de trabalho digna para que essas pessoas possam desenvolver a atividade da melhor forma possível.”
A inclusão dos catadores também abrange a contratação de cooperativas para prestar serviços de coleta seletiva.
Esse modelo é adotado desde maio de 2015, quando quatro grupos de catadores assumiram o trabalho em quatro regiões.
Quanto custou?
- R$ 32 milhões na construção do aterro sanitário, que tem validade de duração de até 13 anos
- R$ 28 milhões para construir, alugar e reformar os galpões
- R$ 22 milhões com a contratação das cooperativas dos catadores – tanto para o serviço de coleta seletiva quanto para o de triagem.
Com informações da AgênciaBrasília e G1

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