Grupo pioneiro de cadeirantes dança Street Dance

Um grupo pioneiro de street dance em cadeira de rodas do Brasil vai fazer sua primeira apresentação.
As bailarinas cadeirantes vão se apresentar pela primeira vez, dia 24 de junho, no Espetáculo STAM, Show Brasil, do grupo Tribo e do Instituto Juliana Castro.
O grupo é formado por sete cadeirantes e vai apresentar a coreografia montada por Messias da música Ginga – cantora Iza.
Bailarinos da companhia de dança Tribo, dirigida por Wesley Messias, vão fazer participação inclusiva com as dançarinas cadeirantes, já que eles não tem limitações físicas.
O grupo foi idealizado pela jornalista Carla Maia, que participou do Miss Mundo Cadeirante, divulgado aqui no SóNotíciaBoa.
O grupo #streetcadeirante foi formado em maio deste ano em parceria com o professor Wesley Messias e o Instituto Juliana Castro (IJC), por meio do projeto UP, dança para pessoas com deficiência. (vídeo abaixo)
O palco da primeira apresentação será na Escola Parque da 307/308 sul, em Brasília, que receberá rampas temporárias para o grupo de dança.
As apresentações serão as 19h e as 20h30.
Miss Mundo Cadeirante
Carla Maia é cadeirante, jornalista, e paratleta. No ano passado foi selecionada como a Miss Brasil do primeiro Miss Wheelchair World que ocorreu na Polônia.
Antes de ficar tetraplégica, aos 17 anos, ela dançava.
“Uma paixão adormecida. Há anos buscava retornar a dança, sem sucesso. E como minha limitação física é grande, não sabia o quê conseguiria, e muito menos o quê eu gostaria de dançar”, disse ao SóNotíciaBoa.
“O concurso de miss me deu mais ânimo, já que nos apresentamos em coreografia no palco. Pesquisando no Instagram, conheci o trabalho de uma dançarina cadeirante americana que faz sucesso por lá. Não hesitei. Fui ao Instituto de Dança Juliana Castro, em Brasília, e pedi informações”, completou.
Carla conheceu então o street dance e o professor Wesley Messias, capacitado, para adaptar coreografias.
“Graças ao Instituto ter política inclusiva, pelo Projeto UP, que acolhe pessoas com deficiência para dançar há treze anos, não tive problemas em me matricular. A princípio, iniciei as aula em turma de “andantes”. Apesar do constrangimento inicial, sendo única cadeirante por lá, amei a experiência. Se eu estava feliz, outras também poderiam se juntar a mim. Propus ao Instituto e ao professor, montarmos uma turma específica de cadeirantes”, conta Carla.
Vídeo
A jornalista lançou um vídeo dançando sozinha nas redes sociais e a repercussão trouxe interessados e duas aulas experimentais. (assista abaixo)
Segundo ela, o Projeto UP ganhou mais um braço e foi então que ela montou o grupo #streetcadeirante, que recebeu apoio popular.
“Em apenas uma das minhas redes sociais, um dos vídeos da coreografia teve mais de sete mil visualizações’, disse.
A parceria com o Instituto Juliana Castro e o professor Wesley Messias, permitiu a matricula com desconto para mais cadeirantes participarem.
O projeto UP do IJC ganhou mais reforços: o UP – Streetcadeirante.
“Mas eu quero mais. Estou selecionando parceiros para financiar, a partir daí, com as cadeirantes mais motivadas, e aqueles que querem participar do grupo #streetcadeirante, mas não podem pagar. Acredito que a imagem vitoriosa, alegre e bela das bailarinas cadeirantes, quebra paradigmas e agrega valores além de responsabilidade social à possíveis empresa apoiadoras”, disse.
“É um projeto inédito no Brasil, que já tem sucesso e alto grau de repercussão nos Estados Unidos, onde me inspirei para começar a dançar street dance.”
Para acompanhar as atividades da Carla Maia nas redes sociais acesse:
Instagram.com/oicarlinha
Facebook.com/acarlamaia
Youtube
Veja aqui um pouquinho da dança da Carla:
Andréa Fassina, para redação do SóNotíciaBoa

Ancelotti dá beijo em Endrick e faz elogios na vitória do Brasil contra Egito; Copa do Mundo
Guto Miguel, 17 anos: quem é 1º brasileiro campeão juvenil em Roland Garros; vídeo
Marca de Rihanna contrata filha trans rejeitada pelo bilionário Elon Musk; vídeo
Foto impressionante registra 6 gerações de mulheres da mesma família na maternidade
Alok usa tecnologia de drones dos shows para reflorestar a Mata Atlântica; vídeo
Antônio Fagundes revela que lê e decora textos na hora, antes de gravar novela: memória fotográfica
Araras raras nascem em São Paulo com ajuda da mão humana; preservação
Brasil começa a pagar pensão para filhos órfãos de vítimas de feminicídio; veja quem tem direito
Crianças levam 7 reais para comprar presente da mãe e tocam o coração do lojista; vídeo
Menino de 11 anos salva idoso engasgado com carne em restaurante; vídeo
Brasil é ouro na ginástica com fitas ao som de “Tacacá”, de Joelma; vídeo