Marte tem água: um lago gigantesco poderia abrigar vida

Uma das mais importantes descobertas sobre Marte foi divulgada pela Agência Espacial Italiana nesta quarta-feira, 25. Os pesquisadores detectaram a presença de uma quantidade abundante de água líquida.
Na região de Marte conhecida como Planum Australe, os cientistas localizaram uma reserva de água com 20 quilômetros de extensão, localizada a 1,5 quilômetro da superfície.
Ainda não foi possível verificar a profundidade do lago.
Como
A descoberta foi possível graças ao radar MARSIS, que está a bordo da sonda Mars Express — lançada em 2003 pela Agência Espacial Europa (ESA) e pela Agência Espacial Italiana.
O instrumento é capaz de enviar ondas eletromagnéticas para abaixo da superfície marciana, recebendo informações sobre a densidade de determinada região.
Foi então que os cientistas notaram que os pulsos eram semelhantes aos que existem nas porções de água que ficam abaixo das camadas de gelo da Antártida ou da Groenlândia, aqui na Terra.
A caracteristica do local seria semelhante a lagos de subglaciais que existem na Terra, o que dá esperanças aos cientistas para investigar a possibilidade da existência de vida por lá.
Até então, os astrônmos nunca encontraram um habitat semelhante em Marte. De acordo com especialistas, esse seria o primeiro local onde poderiam sobreviver microrganismos, como os que existem na Terra.
Agora, os pesquisadores dedicarão seu trabalho a conhecer as características do lago e investigar se essa ocorrência é única ou há outras porções de água líquida ao longo do subsolo marciano.
Em relação à possibilidade da formação de vida extraterrestre, os especialistas afirmam que é necessário realizar análises mais cuidadosas da região.
Inicialmente, sabe-se que há uma composição química especial para a água manter-se líquida, como a concentração de elementos como magnésio, cálcio e sódio.
Vida em Marte
Há cerca de 4 bilhões de anos, Marte tinha um campo magnético forte, como o da Terra, que o protegia da radiação emitida pelo Sol. Além disso, acredita-se que água corria livremente por Marte.
Estas duas condições já são um passo gigantesco para que um planeta seja habitável.
Gradualmente, a atmosfera de Marte foi sendo afetada por fortes e agressivos ventos solares, não suportados pelo campo magnético que protegia o planeta.
O resultado do processo, que durou bilhões de anos, tornou o planeta um deserto gelado e inabitável.
Com a descoberta, no entanto, a perspectiva dos cientistas pode mudar em relação à disponibilidade de elementos que possam abrigar possíveis formas de vida.
Com informações da Galileu

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