Cabeleireiro transforma morador de rua e faz mais

O que um cabeleireiro de Santos, no litoral sul de São Paulo, vem fazendo é mais do que uma transformação. Ele vem ajudando várias pessoas abandonadas.
Alex Gomes da Silva, de 42 anos, ficou conhecido pelo ‘dia de beleza’ que promoveu esta semana na vida de Jovelino. (foto acima)
“Ele não fala, só se expressa por gestos. Mas, aos poucos, foi ganhando confiança e abriu um sorriso quando viu o antes e o depois dele. Isso não tem dinheiro que pague”, contou Alex ao G1.
O cabeleireiro atendeu ao pedido de uma amiga, que costuma entregar almoço para o morador de rua no cruzamento das avenidas Washington Luís com Francisco Glicério, no bairro Gonzaga.
“Ele costuma dormir em um albergue aqui da cidade. Já o conhecemos por ele ser fechado, mas foi um dos moradores de rua mais gratificantes de atender”, disse.
A foto, tirada pela esposa de Alex, Jéssica Daval – que também o ajuda nos cortes – ganhou as redes sociais e viralizou.
Solidariedade
Mas Jovelino não foi o primeiro a ser ajudado pelo cabeleireiro.
Quando não está se dedicando a ajudar outras pessoas, Alex trabalha em seu salão de cabeleireiro, onde também dá aulas de barbearia.
Os alunos também participam do projeto, intitulado “Equipe Mãos de Tesoura”.
“Não é só aprender [a cortar cabelo], e sim, ajudar. Fazemos um trabalho bonito, que gera um choque de realidade. Costumamos conversar, perguntar o nome, se têm família, o que fez com que eles fossem para as ruas. Muitos não dizem. Mas, geralmente, é a única conversa que eles têm”, diz.
Sopa
Alex também leva sopa, que prepara em casa, a moradores de rua.
A cada quinze dias Alex e Jéssica e alunos de barbearia, distribuem a boa ação desde o cruzamento onde encontrou Jovino até a região próxima ao Mercado Municipal, no Macuco.
“Minha esposa fica no carro, onde colocamos as panelas de sopa, e posicionamos cinco cadeiras ao lado do carro, na calçada, onde cortamos o cabelo e servimos a comida. São 300 sopas, 300 pães e 300 sucos, além de cobertores. Preparo tudo em casa”, conta.
Alex arca com recursos do próprio bolso e às vezes recebe ajuda de outras pessoas.
“Peço nas redes sociais, mas costumo tirar do bolso. Hoje, tenho a ajuda de um amigo, mas é um trabalho grande”, explica.
A ideia
Ele conta que a ideia nasceu graças a uma lembrança da infância.
Quando pequeno, ao lado da mãe e de seus cinco irmãos, ele lembra que passou necessidades.
“Para que a gente não passasse fome, nossa mãe nos levava a albergues, onde tomávamos sopa ou comíamos a comida do dia. Anos depois, graças a Deus, tive a oportunidade de servir àqueles com quem já me sentei”, relembra.
Alex perdeu a mãe há um ano. “Queria que ela visse isso tudo”, diz ele.
Com informações do G1

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