Filhote sangrando mobiliza moradores de condomínio: compaixão

Um filhotinho de cachorro, sem dono, que estava sangrando no peito, mobilizou e mudou o domingo de moradores de um condomínio de Brasília.
As pessoas, que não se conheciam e caminhavam na pista de cooper pela manhã, começaram a se aglomerar em volta do bichinho de aproximadamente 7 meses.
O cãozinho, provável mistura de golden com outra raça, estava com um buraco sangrando no peito.
Ao ver que ele estava com dores os moradores começaram a se perguntar o que fazer para socorrer o cachorro.
Lorena Fassina, uma moradora que é estudante de veterinária, passou pelo local, examinou a ferida e viu que ele estava com Miíase. Dentro do buraco havia dezenas de larvas, o que aumentou a preocupação de todos.
De repente, a solução: chamar uma moradora do condomínio que é veterinária. Um grupo foi até a casa dela, bateu na porta, contou o que estava acontecendo e instantes depois ela se somou ao grupo para ajudar o cachorrinho.
A veterinária Simone Rizzi confirmou o diagnóstico da estudante, aplicou um anti-inflamatório e antibacteriano no cachorro.
Ela perguntou se alguém tinha “spray de prata”, um medicamento capaz de matar as larvas.
Começava uma nova mobilização entre os moradores e um deles tinha o remédio em casa.
Minutos depois o doguinho estava medicado.
Após os primeiros socorros, ele foi levado no carro de um dos moradores para uma ONG de Brasília, pra receber o restante do tratamento.
Sem dono
O cachorro recebeu o nome de Quintas, porque há meses apareceu no Condomínio Quintas do Sol, no Lago Sul, e começou a ser alimentado por moradores próximos à quadra de esporte.
No início ele era arredio, provavelmente por maus tratos recebidos antes de fugir de casa.
Quintas corria sempre que alguém chegava perto, inclusive para dar ração.
Era preciso deixar o potinho com a comida e sair para que ele se aproximasse para comer.
Mas neste domingo, ele aceitou a presença de humanos ao lado dele e deixou que várias pessoas passassem a mão na cabeça antes e depois do atendimento da veterinária.
Novo Lar
Quintas agora terá uma casa nova.
Depois que for tratado na ONG, ele será adotado.
Já tem duas pessoas interessadas nele.
Compaixão
A compaixão com o Quintas fez com que várias pessoas que antes só diziam “bom dia”, enquanto caminhavam na pista de cooper, pudessem se conhecer.
Durante aproximadamente duas horas, enquanto faziam companhia ao cachorro, elas conversaram, trocaram experiências… se aproximaram.
Quintas reuniu pessoas na mesma vibe, que na agonia de cuidar do doguinho, agora viraram amigas e terão mais do que um “bom dia” pra falar sempre que se cruzarem na pista do condomínio.
Por Rinaldo de Oliveira, da redação do SóNotíciaBoa
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