Cobrador poliglota vira Assessor de Relações Internacionais do Rio

Um brasileiro de 44 anos, que é poliglota e trabalhou durante 10 anos como cobrador de ônibus para sustentar a família, viu sua história mudar do dia para a noite.
Edmilson Antonio da Silva conseguiu a oportunidade que precisava e agora é o novo Assessor de Relações Internacionais da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Estado do Rio de Janeiro.
Tudo graças a um post que uma amiga dele, chamada Bárbara Costa, fez no Facebook. Ela contou que Edmilson fala 10 línguas e as habilidades que desenvolveu ao longo da vida.
“Edmilson, um cara de origem humilde, superou muitas dificuldades no seu caminho hoje é poliglota e formado em Relações Internacionais pela Universidade Catolica de Petrópolis, trabalhando de cobrador de ônibus com maior orgulho, mas merece muito mais. VAMOS JUNTOS OPORTUNIZAR UMA CHANCE PARA ESSE GUERREIRO”, escreveu Bárbara no post.
A história do morador de Petrópolis viralizou nas redes sociais no mês passado.
A publicação chegou até a Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Estado do Rio de Janeiro.
Edmilson foi chamado para uma entrevista de emprego foi contratado para o cargo de Assessor de Relações Internacionais.
Ele assumiu o posto na última quarta-feira, dia 15, todo feliz.
“Isso que é o legal, é o momento de aproveitar. O trabalho todo tem tudo a ver com o que eu estudei. Fui muito bem recebido pelo pessoal, show de bola!”, disse Edmilson ao RPA.
E ele dá o toque: não perca a esperança, nem deixe de acreditar nos seus sonhos
“Eu acreditei, né, cara?! Eu estudei, me preparei, se não fosse isso, eu teria desistido. A pessoa tem que estar preparada e focar naquilo que ela quer. Agregar valores ao currículo. Quando a porta abre, você tem que estar qualificado. Sempre acreditei que estudar me levaria a altos patamares”, afirma.
E ele não para por aí.
Agora Edmilson sonha em “Chegar ao Itamaraty”.
História
De início, Edmilson começou a trabalhar aos 8 anos de idade como vendedor de mariolas, um doce feito de banana, caju ou goiaba.
Com 14, estudava e trabalhava entregando folhetos de propaganda na Rua Teresa, para ajudar a sustentar a família.
Quando terminou o ensino médio e aprendeu inglês. Aos fez 21 anos, fluente autodidaticamente em inglês, começou a cursar gratuitamente japonês.
Em 2000, terminou o curso e ganhou uma bolsa de estudos para o Kumon de japonês.
Ao mesmo tempo, cursou espanhol e inglês (outra vez), ao passo que trabalhava como cobrador de ônibus em Petrópolis.
Depois trabalhou como zelador na Universidade Católica de Petrópolis (UCP), onde ganhou uma bolsa de estudos na graduação de Relações Internacionais.
Conciliava as salas de aula com as limpezas dos corredores da faculdade. Mais: ainda dava aulas de japonês nas horas vagas.
Em 2010, foi o único negro a se formar no curso, realizando o sonho de graduar-se no ensino superior.
Infelizmente, após a graduação, seus esforços e currículos não foram suficientes para garantir-lhe um bom emprego e o pai de família poliglota voltou a trabalhar como cobrador de ônibus na Linha 10 de Petrópolis.
Com informações do RPA
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