Gangorras unem o que Trump separa: pessoas na fronteira EUA-México

Essas gangorras são um belo exemplo de como a arte pode ser usada para unir pessoas e ao mesmo tempo fazer um protesto pacífico, silencioso e com visibilidade.
O arquiteto norte-americano Ronald Rael é o criador das gangorras instaladas entre as barras de ferro da cerca metálica que separa os Estados Unidos (EUA) do México, promessa da candidatura de Donald Trump.
Ele usou a barreira do governo norte-americano como suporte para instalar o brinquedo e fazer com que pessoas dos dois lados possam brincar. O resultado? As imagens viralizaram nas redes sociais (vídeo abaixo)
Como
O arquiteto buscava uma forma lúdica de as pessoas dos dois lados se unirem.
Dois acadêmicos instalaram gangorras feitas pelo professor Ronald Rael em trecho da fronteira entre El Paso (EUA) e Ciudad Juaréz (México).
As peças, que foram pintadas na cor rosa, podem ser vistas à distância.
No Instagram, Rael postou vídeos e fotos do momento em que as pessoas de cada lado da fronteira participaram da brincadeira.
Para o arquiteto, além de proporcionar lazer e união, as gangorras também são uma forma de protesto contra as políticas migratórias.
“O muro tornou-se um fulcro literal para as relações EUA-México. Crianças e adultos foram conectados de maneira significativa em ambas as partes, com o reconhecimento de que as ações que acontecem de um lado têm uma consequência direta no outro”, escreveu ele em um post no Instagram.
De acordo com o jornal The Guardian, o conceito das peças já existe há 10 anos e foi desenvolvido por Rael, que ocupa a cadeira de arquitetura na Universidade da Califórnia em Berkeley e na Virgínia San Fratello, e de design na San José University.
Sem autorização
Infelizmente, a gangorra só funcionou durante 40 minutos.
A equipe não pediu autorização para montar o brinquedo e retirou as gangorras logo depois.
Com informações do TheGuardian e Metrópoles
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