Buffet dá festa a autista rejeitado em aniversário: “problemático”

Um menino autista brasileiro, que foi rejeitado na festa de aniversário de um coleguinha e chamado de “problemático”, vai ganhar uma festa só dele.
A solidariedade vem de um grupo de mães de Campo Grande, indignadas com o preconceito. Elas se uniram para dar uma festa para Arthur, de 2 anos, no próximo dia 14 e assim comemorar a amizade, o respeito e a inclusão.
Tatiana Marinho, de 39 anos, que tem um buffet em família, começou a organizar o evento. “Vamos mostrar que diferente não é problemático”, disse.
“Minha mãe e irmã são proprietárias do buffet e elas toparam fazer algo por ele. Em seguida, falei com a mãe do Arthur e ela nos contou que ele gostava do Mickey, então toda a decoração será baseada no personagem”, afirmou Tatiana ao G1.
A história
Na semana passada a mãe de Arthur, Sara Onori, de 22 anos, recebeu pelo WhatsApp a mensagem da mãe de um colega de escola do garoto dizendo que não convidaria o menino, que é autista:
“Não quero que você fique mal, mas não vou convidar você por causa do seu filho que é meio problemático, as outras crianças vão ficar incomodadas. Espero que você me entenda. Desculpa”, disse. (veja o print baixo)
Sara ficou tão chocada que postou um print da mensagem no Facebook com um desabafo. O post foi compartilhado mais de 6 mil vezes e teve mais de de 4 mil comentários.
“Ela era minha amiga e tenho certeza que sabia da condição do Arthur, fiquei tão triste com a mensagem que estou até agora sem ação”, desabafou na ocasião.
O diagnóstico
Diagnóstico do menino ocorreu em uma consulta com neurologista, há pouco mais de 3 meses
“Notei que ele levou mais tempo que as outras crianças para andar e falar…o Arthur também tem fixação com movimentos repetitivos, então ele gosta de acender e apagar a luz, observar o ventilador, ver o movimento das rodas. Ele não é problemático, é sensível e só precisa de um pouco de paciência das pessoas ao redor para se encaixar”, contou a mãe ao G1.
Apoio
“Nós sentimos que essa mãe ficou machucada e precisa ser acolhida, principalmente porque o menino ainda não pode entender o que ocorreu. O que é mais bacana é que teremos inclusão, com outros meninos para brincar. Queremos mostrar que ele é uma criança e pode se divertir como todas as outras”, disse Tatiana Marinho.
Sara Onori, a mãe do Arthur gostou da atitude das mães.
“Eu, sinceramente, não achei que a repercussão não seria tão grande assim. Por um lado, eu quis expor a situação porque tenho certeza que outras mães passaram por isso e ficaram quietas. Acho que o autismo precisa ser falado, não é um bicho de sete cabeças. As pessoas precisam de informação para não cometer o mesmo erro”, lembrou.
Arrependimento
Sara soube através de outras pessoas que a mãe que enviou a mensagem preconceituosa estaria arrependida.
“Não sei se é por conta da repercussão, mas, ela ainda não me procurou e disseram que vai fazer isso quando os ânimos se acalmarem”, concluiu.
Veja o print mensagem:
Com informações do G1
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