Venezuelanos ajudados em Minas retribuem após enchentes

As voltas da vida. No ano passado um grupo de refugiados venezuelanos foi abraçado por voluntários de Minas Gerais, para que pudessem se estabelecer na cidade. Agora, após a chuva forte que atingiu a região, os mesmos refugiados mostraram sua gratidão, arregaçaram as mangas e foram ajudar vítimas das enchentes.
A primeira a receber a ajuda deles foi Patrícia Sad (à esquerda na foto acima), justamente uma das voluntárias que ajudaram o grupo a se estabelecer, quando chegou em Manhuaçu, em 2019.
Na época Patrícia auxiliou Alejandra, Solimar, Geraldo, Leudimar e Carlos José com moradia, emprego, saúde e educação.
Esta semana, os cinco foram limpar a casa da Patrícia, que foi invadida pela chuva e pela lama.
Com botas, rodos e pá de lixo, eles mostraram o poder da solidariedade.
“A ajuda dos venezuelanos foi muito importante neste momento de muitas perdas e destruição. Eu me senti bem com a ajuda deles, de amigos e de desconhecidos que aparecem nesse momento pra ajudar. Me senti acolhida, protegida, amparada, abraçada”, disse Patrícia em entrevista ao SóNotíciaBoa.
“O Geraldo falou que já passou por enchente na cidade dele e que ele gosta de ajudar. Acho que foi gratidão sim”, contou.
E não foi só na casa da Patrícia.
“Os venezuelanos também estão arrecadando doações para as vítimas das tempestades e ajudando em vários mutirões, a fazer lanche para os voluntários…”, informou ao SóNotíciaBoa o grupo de voluntários.
O projeto
O trabalho de interiorização de refugiados venezuelanos no Brasil, do qual Patrícia é voluntária, é feito em parceria pelas organizações humanitárias Refúgio 343 e Fraternidade sem Fronteiras.
Desde junho de 2019, quando a parceria teve início, o Estado de Minas Gerais já interiorizou 32 famílias, para 13 diferentes municípios.
Isso contribuiu para que 81 refugiados venezuelanos em situação de extrema vulnerabilidade tivessem a oportunidade de recomeçar suas vidas.
As chuvas de janeiro em Minas Gerais causaram estragos em dezenas de cidades do Estado e provocaram mais 50 mortes.
Por Rinaldo de Oliveira, da redação do SóNotíciaBoa
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