“Juntas somos gigantes”: mulheres pedem direitos em Brasília

Demorou para a mulher poder usar calças, poder se divorciar do marido, trabalhar fora, dirigir, votar… E até hoje, em 2020, elas ainda têm que lutar por direitos iguais em casa, no trabalho, no salário, na segurança, no respeito…
Neste domingo, Dia da Internacional da Mulher, quase 5 mil pessoas, nas contas dos organizadores, fizeram uma passeata pacífica em Brasília para pedir esses e outros direitos.
“Juntas somos gigantes”, dizia uma das faixas seguradas por mulheres apoiadas em pernas de pau.
O movimento, que também foi realizado em pelo menos 24 capitais do Brasil, pedia respeito, fim do assédio sexual, direito de escolher fazer ou não aborto, luta contra o feminicídio, reconhecimento das competências femininas nas relações de trabalho, maior participação feminina nos espaços de deliberação e de poder e construção de políticas públicas para combater a violência e ampliar a participação feminina na sociedade.
Brasília
Em Brasília a manifestação começou cedo, perto do Palácio do Buriti, onde fica o governo do Distrito Federal – e foi até a sede da Funarte (Fundação Nacional de Artes), no início da tarde.
A grande maioria dos manifestantes era formada por mulheres, mas com presença de alguns homens.
“A luta feminista não é uma luta de cisão entre homens e mulheres; é a luta por garantia de uma interação que seja realmente justa, sem supressão, sem discriminação”, disse a militante política e integrante do grupo Mulheres Politizadas da UnB (Universidade de Brasília) Eliane Aparecida dos Santos.
Ela afirmou, no entanto, que duas perspectivas afastam homens da marcha. Há aqueles que não participam “oprimidos pelo próprio machismo”, porque “não se sentem no direito ou à vontade para participar” e há os que escolhem não comparecer “para deixar claro o protagonismo da mulher”.
Com informações do Poder360
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