Voluntários da Universidade do Paraná consertam respiradores de graça

Um grupo de voluntários está consertando de graça respiradores hospitalares durante a pandemia da covid-19. Eles são do curso de especialização em Engenharia da Manutenção 4.0 da Universidade Federal do Paraná – UFPR.
O grupo chamado “Médicos de máquinas” vai aos hospitais e coloca respiradores que estavam inoperantes em funcionamento, sem cobrar nada.
A ideia surgiu há menos de 15 dias entre estudantes e docentes para prevenir eventuais faltas de respiradores durante esse momento crítico da saúde no estado.
Os engenheiros, que são focados em máquinas da indústria automotiva e petrolífera, resolveram abraçar, mesmo sem experiência, a área hospitalar.
A iniciativa ganhou o apoio de especialistas da área da saúde, de engenheiros clínicos do Hospital de Clínicas da UFPR e de engenheiros voluntários.
Respiradores parados
Como não há financiamento, o grupo se voluntaria para realizar a mão de obra, consertando, instalando e fazendo a manutenção dos respiradores parados.
“A intenção é deixar todos os equipamentos funcionando. Em alguns casos são necessárias peça específicas, aí temos que fazer a análise e correr atrás”, comenta a bióloga Paola Montanheiro, uma das voluntárias do grupo.
O professor Alexandre Pescador Sardá, do Departamento de Engenharia Mecânica, explica que os voluntários que vão até os hospitais recebem suporte à distância de especialistas da área de saúde.
“Pedimos apoio porque são aparelhos que requerem um alto grau de limpeza e desinfecção”.
A supervisão remota acontece em reuniões via aplicativos de mensagem. Dessa forma, vários profissionais conseguem auxiliar os técnicos que estão em campo.
O grupo já atendeu o Hospital São Vicente e o Hospital das Nações, em Curitiba, além do Hospital de Caridade Dona Darcy Vargas, no município de Rebouças, também no Paraná.
Esse último tinha apenas um respirador, o único da cidade, e estava quebrado.
“Diminuímos a pressão da rede, o que ocasionava um rompimento da mangueira de ar no ventilador. Trocamos a bateria, que estava desde 2009 sem substituição, e testamos toda a parte eletrônica dos parâmetros. Também realizamos os ajustes de pressão e calibragem”, contam os engenheiros que estiveram em Rebouças.
No mesmo dia, o hospital recebeu um equipamento novo e o grupo “Médicos de máquinas” foi responsável pela instalação e testes.
“Fizemos, ainda, uma demonstração de utilização aos médicos e enfermeiros, sanamos todas as dúvidas e orientamos o pessoal da manutenção local para que mantivessem os níveis de saída de pressão na rede estáveis”.
Com informações da UFPR

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