Jovem que estudou com livros emprestados passa em concurso para juiz

Superação. Um brasileiro que nasceu em família humilde no interior do Ceará e estudou com livros emprestados, foi aprovado no concurso para Juiz de Direito do Tribunal de Justiça do Pará.
João Paulo Barbosa Neto, de 28 anos, ficou em 23º lugar no concurso, que tem 50 vagas e recebeu a notícia boa na semana passada. Ele nasceu em Itaiçaba, uma pequena cidade no interior do Estado do Ceará, com 7 mil habitantes, estudou em escola pública e ralou muito para conseguir realizar o sonho.
João Paulo contou em entrevista ao SóNotíciaBoa que emprestava livros na biblioteca para poder estudar: “Não havia recursos para adquirir todos os livros de Direito, que são caros”, lembrou.
Ele revelou também que ia de carona para a faculdade, por falta de dinheiro para o transporte.
“Em Mossoró, havia um costume chamado “Carona Amiga”, que consistia na população dar carona aos estudantes que não tinham meio de transporte para chegar à Universidade.
A história
João Paulo é o primeiro da família a se tornar juiz e o segundo da cidade.
“Sou filho único. Meu pai é aposentado e minha mãe é dona de casa. Hoje, ela também já está aposentada. Morei sempre com eles até concluir o ensino médio e precisar mudar, sozinho, para outra cidade para poder continuar os estudos”, disse
“Mudei para Mossoró/RN, onde me graduei em Direito pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) em 28 de dezembro de 2015”.
Depois que se formou, ele não conseguiu emprego na área. Foi aí que decidiu abrir o próprio negócio e estudar para concurso público.
“Após a graduação, não consegui emprego nos escritórios de advocacia que procurei. Todas as portas estavam fechadas. Então, abri o meu próprio escritório sozinho e fiquei trabalhando 08 (oito) horas por dia, de segunda a sexta e estudando para Juiz de Direito.
A virada
Este mês, João Paulo recebeu a notícia boa que tanto esperava.
‘Agora no dia 11 de setembro de 2020 saiu a minha aprovação para o cargo de Juiz de Direito do Estado do Pará”, comemorou.
Ele aguarda agora a nomeação.
“Minha meta profissional é exercer a função de Juiz com imparcialidade, habilitação técnica, tornando a Justiça cada vez mais célere e acessível a todas as classes sociais, concretizando os direitos fundamentais dos cidadãos”, afirmou.
Ele agradeceu:
‘Graças a Deus, eu pude estudar e, consequentemente, mudar de vida”, concluiu.
Por Rinaldo de Oliveira, da redação do SóNotíciaBoa

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