São Paulo recebe mais 5,5 milhões de doses da vacina contra Covid

Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan - Foto: reprodução / Governo de SP
Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan - Foto: reprodução / Governo de SP

O dia de receber a vacina contra a Covid-19 – esperada por muitos – está chegando! Nesta véspera de Natal chegaram em São Paulo mais 5,5 milhões de doses da CoronaVac.

O avião vindo da China desembarcou no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas e foi recepcionado pelo secretário da saúde do Estado de São Paulo, Jean Gorinchteyn, e pelo presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas.

A carga recebida tem 2,1 milhões de doses já prontas para aplicação e mais 2,1 mil litros de insumos, que correspondem a 3,4 milhões de doses a serem envasadas pelo Butantan, na capital paulista.

Mais vacina

E outros dois carregamentos devem desembarcar no país, antes mesmo do ano novo, nos dias 28 e 30 de dezembro, totalizando assim 10,8 milhões de doses em solo brasileiro em 2020.

O início do Plano Estadual de Imunização em São Paulo segue previsto para o dia 25 de janeiro.

“Passados seis meses do início das ações com a farmacêutica Sinovac, já conseguimos garantir um estoque em solo nacional”, afirmou Dimas Covas.

Eficácia

Durante coletiva realizada no Instituto Butantan nesta quarta, 23, foi informado que a vacina contra o Coronavírus CoronaVac atingiu índice de eficácia superior ao mínimo recomendado pela OMS (Organização Mundial de Saúde) e, assim, poderá ter seu registro aprovado para imunizar a população.

Atendendo a um pedido da Sinovac, previsto no contrato, o Butantan encaminhou a base primária de dados da fase 3 dos testes clínicos realizados no Brasil em 16 centros de pesquisa, com cerca de 13 mil voluntários.

O objetivo é que os dados sejam comparados a resultados de pesquisas em outros países, para evitar que a vacina tenha diferentes índices de eficácia anunciados.

A avaliação deverá ser concluída em até 15 dias.

Na sequência, os resultados finais serão encaminhados à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e à National Medical Products Administration, da China.

Com informações de IstoÉ