Grandes descobertas da ciência em 2020, além das vacinas

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Nasa mostra Marte mais brilhante - Foto: Getty Images
Nasa mostra Marte mais brilhante - Foto: Getty Images

2020 foi um ano surpreendente para a ciência. Além do desenvolvimento extremamente rápido de mais de 50 vacinas contra o coronavírus, os cientistas caminharam para solucionar grandes mistérios da humanidade.

Pesquisas foram desde dinossauros até substâncias encontradas fora do planeta Terra, como a vida em Vênus.

A Exame destacou oito descobertas significativas do mundo científico em 2020 e a gente reproduz pra você:

Vida em Vênus

Foi encontrado sinal de vida no nosso vizinho, o planeta Vênus, que fica a cerca de 41 milhões de quilômetros daqui. Pesquisadores encontraram a fosfina, um gás altamente tóxico e composto de hidreto de fósforo.

Usado comumente na produção de inseticidas, não havia registro do composto sem ser o que é fabricado por seres humanos na Terra. Cientistas acreditam que isso significa que há existência de micróbios no planeta e este é o indício mais forte encontrado sobre vida em Vênus até o momento.

Sonda da NASA coleta material de asteroide

Após dois anos orbitando um asteroide chamado Bennu, a espaçonave da missão Osiris-Rex coletou o equivalente a quase 1 quilograma de amostra do asteroide.

A espaçonave deve trazer o material de volta apenas em 2023, quando então poderá ser analisado e ajudar cientistas a descobrirem mais coisas sobre a origem do nosso sistema solar.

A poeira mais antiga que o sistema solar

Em janeiro cientistas reanalisaram grãos presolares do meteorito Murchison, que caiu na Austrália em 1969, e descobriram que 60% dos grãos eram de 4,6 a 4,9 bilhões de anos atrás.

Eles acreditam que essa poeira estelar foi fruto de um nascimento de estrelas da nossa galáxia há cerca de 7 bilhões de anos, o que as torna o material mais antigo já encontrado por humanos no nosso Universo.

Terremotos em Marte

A sonda InSight da NASA registrou 450 terremotos em Marte, desde abril de 2018 até fevereiro de 2020.

Os pesquisadores perceberam, então, que o planeta é sismicamente ativo, o que sugere que sua crosta é mais seca e fragmentada do que se imaginava e muito semelhante à crosta da Lua, onde também já foram registrados tremores.

Uma foto misteriosa da Nasa mostra Marte mais brilhante do que antes. (imagem acima)

Pteurossauros: mistério resolvido

Os primeiros vertebrados a voarem, chamados pteurossauros, sempre foram um enigma para os pesquisadores, pois nunca foram encontradas provas de quem seriam seus ancestrais.

Porém, uma equipe internacional de paleontólogos examinou fósseis encontrados pelo mundo todo. Eles concluíram que os largeptídeos, como já era suspeitado, são seus parentes conhecidos mais próximos.

Embora não voem, a espécie tem semelhanças com os pteurossauros, como na mandíbula, no cérebro, no ouvido interno e nos dentes.

DNA de dinossauro

Dois ossos cranianos juvenis do Hadrossauro Hypacrosaurus Stebingeri, dinossauro que viveu cerca de 75 milhões de anos atrás, foram examinados por uma equipe de pesquisadores no início deste ano.

Eles encontraram contornos de células nos ossos, que podem ser parte das estruturas que abrigam o DNA.

Ainda não há confirmação se o que foi encontrado é realmente um material genético, mas a descoberta é um nível subcelular de preservação nunca antes encontrada em um vertebrado, de acordo com Alida Bailleul, principal autora do estudo divulgado.

Quem sabe a resposta saia agora em 2021…

Recife de coral maior que o Empire State 

Em outubro, cientistas australianos encontraram o primeiro recife de coral em 120 anos.

Com 1,5 quilômetro de largura e 500 metros de altura, a formação é maior que o Empire State Building, arranha-céu de 102 andares em Nova Iorque.

Ele se junta a outros sete recifes altos descobertos na área, mapeados desde o final de 1800.

Vida há 30 mil anos em cavernas 

Pesquisadores visitaram a Caverna de Chiquihuite, no centro-norte do México, e encontraram evidências de ocupação humana na América do Norte a cerca de 30 mil anos. Antes, a estimativa de quando haviam chegado humanos no continente era de 13.500 anos atrás.

Apesar de não terem encontrado restos humanos ou de animais, o grupo de escavação achou pedras que foram identificadas como ferramentas fabricadas por humanos.

Também foram encontrados pedaços de carvão, cuja datação do carbono tinha idade entre 12.000 e 32.000 anos.

Com informações de Exame