Brasileiros criam andador inteligente: desvia de obstáculos e evita quedas

Cloud Walker, o andador inteligente - Foto: divulgacão
Cloud Walker, o andador inteligente - Foto: divulgacão

Pesquisadores brasileiros criaram o projeto de um andador inteligente que monitora o ambiente, desvia de obstáculos e evita quedas de pessoas com problemas de locomoção.

O Cloud Walker vem sendo desenvolvido sob a coordenação de Anselmo Frizera Neto, professor de Engenharia Elétrica da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) e membro do Instituto dos Engenheiros Eletrônicos e Eletricistas (IEEE).

Ele explica que a máquina usa recursos de robótica, computação em nuvem, lasers de varredura, câmeras e outros sensores que monitoram também a marcha do usuário, para a prevenção de quedas.

“O conjunto de sensores, incluindo sensores de forças, câmeras e lasers rotacionais, possibilita que o andador infira o movimento que a pessoa tem a intenção de fazer e fornece ajuda para ela que seguir seu caminho”, disse o professor.

Parte das pessoas com problemas de locomoção podem possuir outros déficits sensoriais, como baixa visão, e cognitivos, como a dificuldade de localização. “Por isso, o andador inteligente mapeia o espaço, evita colisões e propõe um trajeto seguro para o destino planejado”, diz Frizera.

“Ao usar o Cloud Walker, a pessoa apoia os antebraços em um suporte, o que aumenta a estabilidade da marcha. O conjunto de suporte de antebraços adicionado ao controle sobre o movimento das rodas do sistema cria uma interface háptica, facilitando a interação do usuário com o andador e com o ambiente durante a locomoção”.

Baixo custo

Para reduzir custos e aumentar a autonomia e vida útil das baterias, o CloudWalker possui computador de baixo custo e consumo energético embarcado em sua estrutura.

Os dados coletados pelos sensores são armazenados e processados na nuvem computacional, que também executa algoritmos de controle mais complexos. Com o auxílio da nuvem, algoritmos de aprendizado de máquina e visão computacional ajudam a desenvolver novas formas de interação entre o robô, seu usuário e o ambiente.

Câmeras

O professor disse que o andador possui duas câmeras:  uma para detectar comandos do usuário e outra extrair informações do ambiente, como a presença de pessoas e objetos.

“Isso é algo que não poderíamos fazer no andador sem a ajuda de um computador externo. E a nuvem permite que usemos esse tipo de técnica em qualquer lugar e com grande facilidade”, conclui.

Veja como o andador inteligente funciona:

Com informações da IEEE